Arquivo de junho de 2014

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Clichês raciais

“Tinha que ser preto”, escrevem no Twitter sobre o lateral Marcelo e o gol contra que ele fez ontem enquanto peitava a Croácia.
Por que insistem em repetir uma frase tão batida e propagada entre nós há cinco séculos? Por que não postam reflexões mais novidadeiras? Do tipo:
Tinha que ser branco para comprar ingressos de até R$ 990, se juntar com outros brancos e lotar o Itaquerão na abertura de uma Copa organizada por um país onde metade da população descende de negros.
Tinha que ser branco para receber credencial VIP, adentrar de graça a arena do Corinthians e ainda filar uns petiscos oferecidos pelos patrocinadores da festa.
Tinha que ser branco para morar em São Paulo e só ir à periferia quando a Seleção estreia num torneio de gala.
Tinha que ser branco (e belga) para prescindir de carnavalescos mestiços e coreografar precariamente a cerimônia que inaugurou a competição.
Tinha que ser branco para avistar a presidente na tribuna de honra e gritar em coro: “Ei, Dilma, vai tomar no cu!”.
Tinha que ser branco para comandar a Fifa.
Tinha que ser branco para estar entre os jornalistas brasileiros que cobrem a Copa.
Tinha que ser branco para afirmar “tinha que ser preto” nas redes sociais e depois completar: “Longe de mim parecer racista”.
Tinha que ser branco para não ser o Neymar.

Confira aqui os ataques racistas contra Marcelo.

Compartilhar

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Falsa questão

Como é possível confundir alhos com bugalhos se ninguém sabe o que são bugalhos?

A partir de uma frase do humorista Max Nunes, que morreu ontem 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Entre milhões de dilemas, apenas um realmente importa?

“Sexo ou morte: eis a escolha.”

Do romancista norte-americano John Updike

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Sumiço

“Nós, os matusaléns – mas, afinal, que espécie de criatura é essa? -, nós, os mais velhos, aprendemos um ou dois truques, entre os quais o da invisibilidade. Estou conversando com amigos de confiança – velhos amigos, ainda que na verdade não tão velhos assim: estão na faixa dos 60 – e, enquanto matamos o vinho, discutimos um assunto sério, como o aquecimento global em Nyack ou o travestimento de Virginia Woolf. Aproveito uma pausa e falo alguma coisa. Eles me olham com cortesia e então retomam a conversa exatamente no ponto em que haviam parado. Como assim? Com licença? Não acabei de dizer algo? Por acaso deixei a sala? Ou tive o que os neurologistas chamam de AIT (Acidente Isquêmico Transitório)? Não era minha intenção dominar conversas, mas algum tipo de reação cairia bem. (…) Quando menciono o fenômeno a alguém na minha faixa etária, recebo acenos de cabeça e sorrisos de confirmação. É verdade, passamos a ser invisíveis. Estimados, respeitados e até amados, mas não mais interessantes a ponto de valer a pena prestar atenção em nós. Você já teve a sua vez, tio, agora é a nossa.”

Trecho de Eu, um Velho, ensaio do jornalista norte-americano Roger Angell, de 93 anos

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Pode vir quente que eles estão fervendo?

“Na década de 1990, passei a beber demais e perdi meu foco. Eu e minha banda bebíamos tanto que nos apelidamos de Os Inflamáveis.”

Do cantor Erasmo Carlos

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Por que o McDonald’s não faz sanduíches tão bons quanto este comercial?

Imagem de Amostra do You Tube

terça-feira, 10 de junho de 2014

Miração

Vi seu rosto na cidade
Você fugia de você ou de mim?

A partir de Pra Que Chorar, canção de Robert Schumann e Heinrich Heine
A versão brasileira é de Arthur Nestrovski
Interpretada por Celso Sim
Imagem de Amostra do You Tube

 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Pontualidade germânica

“A bagunça do nosso país não deve ser motivo de vergonha. De alguma irritação, talvez – não de vergonha. Organizada era a Alemanha nazista. Lá não saía trem atrasado. Mas para onde?”

Do crítico cinematográfico Inácio Araujo 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Marcação cerrada

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A ausência é também uma presença?

“o vagalume quando apaga
acende a lua na água”

Poema de arrudA
Contato | Bio | Blog | Reportagens | Entrevistas | Perfis | Artigos | Minha Primeira Vez | Confessionário | Máscara | Livros

Para visualizar melhor este site, use Explorer 8, Firefox 3, Opera 10 ou Chrome 4. Webmaster: Igor Queiroz