quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Choque de realidade

Quadrinho de Liniers (clique na imagem para visualizá-la melhor)
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mais vale uma pança que balança ou uma pança que amansa?

“Chacrinha é do tempo em que favela era favela. Não tinha esse eufemismo tolo de dizer comunidade. Não disfarçava o brega, que se assumia em sua plenitude. Apostava na mistura. Elymar Santos usava o mesmo microfone que Caetano Veloso. Raul Seixas ocupava o mesmo picadeiro que Wanderley Cardoso. Aquilo era a diversidade e não a separação mercadológica da audiência. E não era intenção maquiada de bom mocismo, era a esculhambação pelo prazer da diversão. O possível herdeiro da pança que balança, Faustão, não se perdeu na noite e fincou o pé nos domingos tornando-os piores que uma enfadonha segunda. Mauricinho de camiseta polo, colocou terno no pagode e casaco de couro no sertanejo. Chacrinha era feira livre e Faustão é shopping center.”

Trecho do artigo Chacrinha ainda buzinaria a moça e comandaria a massa?, de Hugo Possolo

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Liberou geral?

“Aqui até o peixe-espada é fresco.”

Placa numa peixaria em Salvador, segundo o cronista José Simão

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Fuga

Quadrinho de Kioskerman (clique na imagem para visualizá-la melhor)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Estranhos no ninho

“O homem é um animal de rebanho, como escreveu Nietzsche? Sem dúvida. Mas nosso apego ao lar – ‘home sweet home’ – é uma tendência também forte, que nos individualiza e nos resguarda. Ficar em casa, curtir o lar, por mais humilde que ele seja, está no nosso sangue, nas nossas entranhas, como anticorpos a algumas de nossas próprias células, as que sustentam o perigoso instinto de seguir o rebanho. Todos os regimes totalitários sabem disso. Por isso mesmo, o primeiro movimento que fazem quando se instauram é declarar o fim da inviolabilidade do lar. O direito à privacidade é, então, não mais um direito moderno, mas apenas um ‘mesquinho e ilegítimo direito burguês’. A marca da ditadura nazista é a invasão do domicílio. A marca da ditadura comunista é o confisco da propriedade. Os tiranos sabem que cada um de nós cai de joelhos quando perde o lar.”

Trecho do artigo Nosso reino, nosso lar, do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Sem perguntas (por um instante, ao menos)

“Circunstancialmente, entre posturas mais urgentes, cada um deve sentar-se num banco, plantar bem um dos pés no chão, curvar a espinha, fincar o cotovelo do braço no joelho, e, depois, na altura do queixo, apoiar a cabeça no dorso da mão, e com olhos amenos assistir ao movimento do sol e das chuvas e dos ventos, e com os mesmos olhos amenos assistir à manipulação misteriosa de outras ferramentas que o tempo habilmente emprega em suas transformações, não questionando jamais sobre seus desígnios insondáveis, sinuosos, como não se questionam nos puros planos das planícies as trilhas tortuosas, debaixo dos cascos, traçadas nos pastos pelos rebanhos.”

Trecho do romance Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Houston, we have a problem…

Quadrinho de Angeli (clique na imagem para visualizá-la melhor)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Aceitas?

“Serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos
Te digo
E tu também liberdade terás
Pra quando quiseres
Bater a porta sem olhar para trás”

Trecho de Lealdade, samba de 1942 composto por Wilson Batista e Jorge de Castro

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Operário padrão

“O impacto dividiu seu corpo em dois, mas só conseguia pensar: vou chegar atrasado de novo?”

Microconto do coletivo Sem Ruído

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Como um velho que se observa no espelho?

“olho da janela para a árvore cujos galhos foram cortados
tinha uma copa tão generosa que eu não sei como aceitar a árvore sem ela
pela falta da copa, a árvore parece estar em falta comigo”

Trecho de Quando Paris Cintila, livro de Betty Milan

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