Arquivo de maio de 2015

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Solidão a dois

O casamento é o tédio da alma e da carne?

A partir do romance Simulacros, de Sérgio Sant’Anna 
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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Lei da oferta e tortura

“- oi, moça, tudo bem? fiquei interessada nesse apartamento. sabe me informar o valor do condomínio?
– 1,8 mil reais.
– mas condomínio?
– sim.
– …

– oi, moço, tudo bem? você pode me dar mais dados sobre esse apartamento?
– a gente aceita só seguro-fiança no valor adiantado de 3 meses do aluguel, o que daria uns 10 mil reais.
– mas vocês devolvem no fim do contrato?
– não.
– …

– oi, tudo bem? o senhor poderia me dar mais informações sobre esse apartamento?
– mas quem são vocês? quantas pessoas são? o que fazem? são estudantes?
– a gente não é estudante, não. é uma jornalista, uma produtora e uma artista.
– ah, mas vocês dão conta de pagar esse aluguel? tudo bando de fodida…
– …

são paulo, esse moinho de sonhos.”

Do Facebook de Camila Régis

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Você sempre pensou que fosse um vestido, né?

Campanha criada pela militante feminista Tania Katan para valorizar os poderes da mulher

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Qual a diferença entre sentir na pele e sentir por causa da pele?

Querido Brasileiro Não Negro, caso um Brasileiro Negro esteja te falando sobre a experiência de ser negro, por favor, não se anime e dê exemplos de sua própria vida. Não diga: “É igualzinho a quando eu…”. Você já sofreu. Todos no mundo já sofreram. Mas você não sofreu especificamente por ser um Negro Brasileiro. Não se apresse em encontrar explicações alternativas para o que aconteceu. Não diga: “Ah, na verdade não é uma questão de raça, mas de classe. Ah, não é uma questão de raça, mas de gênero. Ah, não é uma questão de raça, é o bicho-papão”. Entenda, os Negros Brasileiros na verdade não QUEREM que seja uma questão de raça. Para eles, seria melhor se merdas racistas não acontecessem. Portanto, quando dizem que algo é uma questão de raça, talvez seja porque é mesmo, não? Não diga: “Eu não vejo cor”, porque, se você não vê cor, tem de ir ao médico, e isso significa que, quando um homem negro aparece na televisão e eles dizem que ele é suspeito de um crime, você vê uma figura desfocada, meio roxa, meio cinza e meio cremosa. Não diga: “Estamos cansados de falar sobre raça” ou “A única raça é a raça humana”. Os Negros Brasileiros também estão cansados de falar sobre raça. Eles prefeririam não ter de fazer isso. Mas merdas continuam acontecendo. Não inicie sua reação com a frase “Um dos meus melhores amigos é negro”, porque isso não faz diferença, ninguém liga para isso, e você pode ter um melhor amigo negro e ainda fazer merda racista. Além do mais, provavelmente não é verdade, não a parte de você ter um amigo negro, mas a de ele ser um de seus “melhores” amigos. Não diga que seu avô era da Bahia e que por isso você não pode ser racista (…). Não mencione o sofrimento de seus bisavós libaneses. É claro que eles aturaram muita merda de quem já estava estabelecido no Brasil. Assim como os portugueses ou espanhóis. Assim como as pessoas do Leste Europeu. Mas havia uma hierarquia. Há cem anos, as etnias brancas odiavam ser odiadas, mas era meio que tolerável, porque pelo menos os negros estavam abaixo delas. Não diga que seu avô era um servo na Itália na época da escravidão, porque o que importa é que você é brasileiro agora e ser brasileiro significa que você leva tudo de bom e de ruim. Os bens do Brasil e suas dívidas, sendo que o tratamento dado aos negros é uma dívida imensa. Não diga que é a mesma coisa que o antissemitismo. Não é. No ódio aos judeus também há a possibilidade da inveja _eles são tão espertos, esses judeus, eles controlam tudo, esses judeus_, e nós temos de admitir que certo respeito, ainda que de má vontade, acompanha essa inveja. No ódio aos Negros Brasileiros, não há inveja _eles são preguiçosos, esses negros, são tão burros, esses negros. (…)
Então, depois dessa lista do que não fazer, o que se deve fazer? Não tenho certeza. Tente escutar, talvez. Ouça o que está sendo dito. E lembre-se de que não é uma acusação pessoal. Os Negros Brasileiros não estão dizendo que a culpa é sua. Só estão dizendo como é. Se você não entende, faça perguntas. Se tem vergonha de fazer perguntas, diga que tem vergonha de fazer perguntas e faça-as assim mesmo. É fácil perceber quando uma pergunta está sendo feita de coração. Depois, escute mais um pouco. Às vezes, as pessoas só querem ser ouvidas. Um brinde às possibilidades de amizade, de elos e de compreensão.

Trechos do romance Americanah, adaptados para a nossa realidade. O livro (magnífico) é da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Nietzsche? Montaigne? Não, quem sabe das coisas é o Jumpy

Imagem de Amostra do You Tube

terça-feira, 19 de maio de 2015

Antes mal acompanhado do que só?

“Não se pode fugir dessa caverna que chamamos de  mundo. Precisamos enfrentá-lo constantemente para continuar a viver. Viver é estar entre os outros.”

Da jornalista e escritora francesa Laure Adler

terça-feira, 19 de maio de 2015

E se Andy Warhol tivesse previsto as redes sociais?

No futuro, todos serão linchados por 15 minutos.

A partir de um cartum de Odyr

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Por que não repartir antes de partir?

“Morrer rico é uma vergonha.”

Do empresário e filantropo Andrew Carnegie

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A bondade anda precisando de um marqueteiro?

“A gente subestima enormemente o fato de que, na vida cotidiana, há muito mais gestos de altruísmo e gentileza que de agressividade ou maldade. Não prestamos atenção no fato de as pessoas se reunirem nas ruas ou no trabalho sem se estapear a cada cinco minutos. Achamos normal. Mas quando apenas dois colegas de trabalho trocam socos, isso vira assunto para o mês todo. Se observarmos o que fazemos em um dia, vamos ver que somos gentis na maior parte do tempo. Um estudo suíço pegou mil pessoas e pediu que catalogassem suas atitudes: 75% eram ações positivas, outra porção era neutra e uma fatia mínima era má e antissocial. Há uma ideia de que somos naturalmente egoístas e individualistas. Pesquisei mais de 1.600 estudos sobre o assunto, e isso não encontra respaldo.”

Do monge budista Matthieu Ricard

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Nada como um pai sábio?

“A vida é sua. Estrague-a do jeito que quiser.”

Do ator Antônio Abujamra para o filho, o músico André Abujamra
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