quarta-feira, 6 de abril de 2011

Redenção tardia

É preciso morrer para ver Deus?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Homo rex

– Você tem algum animal de estimação?
– Tirando o meu corpo, nenhum.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Um pote até aqui de mágoa

Dizem que o deputado Jair Bolsonaro anda se queixando entre amigos: “Por que ninguém se opõe à discriminação contra os homofóbicos?!”

A partir de um comentário do humorista Tutty Vasques

terça-feira, 5 de abril de 2011

Todo desejo, ainda que de maneira imprevista, sempre se realiza?

“Um pequenino grão de areia
Que era um pobre sonhador
Olhando o céu viu uma estrela
E imaginou coisas de amor
Passaram anos, muitos anos
Ela no céu e ele no mar
Dizem que nunca o pobrezinho
Pode com ela encontrar
Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém soube até hoje explicar
O que há de verdade
É que depois, muito depois
Apareceu uma estrela no mar”

Letra de Estrela do Mar, música de Paulo Soledade e Marino Pinto
Interpretada por Dalva de Oliveira em 1952

terça-feira, 5 de abril de 2011

Primaveraste?

“Vejo as flores do terreiro
Fugindo pro teu vestido.”

Trecho da canção Sempre Viva (Amor Perfeito), de Luis Perequê

terça-feira, 5 de abril de 2011

O bicho-papão usa bigode?

Cartum de Benett

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Como seriam as cidades se saíssemos dançando toda vez que nos lembrássemos de uma canção?

Clipe de Nightwalker, com a atriz Alice Braga
A  música, interpretada por Thiago Pethit, é do próprio Pethit e de Rafael Barion

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vim, vi e não venci

“– Em 1992, você comemora 40 anos de carreira literária e 70 de idade. Como se sente?
– Não estou comemorando. Aliás, nem sabia disso, até que me apareceu esta pergunta… Como me sinto? Profundamente irrealizado, com um gosto terrível de incompletude e uma tremenda vontade de me reinaugurar. De começar.”

Trecho de uma entrevista com o escritor Otto Lara Resende para a abertura do livro Elo Partido & Outras Histórias

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A vida é sonho?

Muitas coisas fascinantes aconteceram comigo. Quase todas eu li.

A partir de uma reflexão do escritor Jorge Luis Borges

sábado, 2 de abril de 2011

Quanto vale um poema?

“Durante os breves dias que passei agora no Brasil, pasmei com a ferocidade da campanha contra um projeto de poesia de Maria Bethânia. O meu pasmo foi subindo de degrau em degrau a cada hora de cada um dos cinco dias e terminou num miradouro de indignação. Parece-me útil dar a ver aos brasileiros o panorama feio que os meus portugueses olhos divisaram _amo demasiado o Brasil para poder ficar fora dele mesmo quando ele me deixa fora de mim. (…) O coro de virgens ofendidas com a verba que o Ministério da Cultura autoriza a captar para o projeto da cantora ( R$ 1,3 milhão) é patético por diversas razões, a primeira das quais é a suposição cândida de que, a não ser investido na divulgação de poesia de língua portuguesa a que Bethânia se propõe, esse dinheiro seria canalizado para escolas, hospitais e o escambau. (…)
A 8 de março de 2010,  Bethânia falou-me da sua vontade de levar pelo interior do Brasil e de Portugal um conjunto de espetáculos exclusivamente dedicados à poesia. Que Bethânia ou alguém próximo dela (porque Bethânia nem sequer é praticante da religião das redes virtuais) tenha acrescentado a esse projeto a circulação dos poemas ditos na internet, parece-me uma excelente e eficaz ideia. Sim, opulentos invejosos, já há muita poesia na net _mas não dita e encenada por Bethânia. A voz e o critério dela chegam mais longe, movem mais almas_ é isso que não se lhe perdoa. Caetano já o disse, numa crónica coruscante, no Globo. Mas eu quero repeti-lo, porque não sou irmã dela _amo-a, sim, como comecei a amá-lo a ele, desde a mais tenra juventude e sem os conhecer de parte alguma nem saber onde ficava Santo Amaro da Purificação, de onde ambos vieram, sem patrocínios nem padrinhos, para acrescentar luz e força às nossas vidas. Amo-os porque as suas vozes e os seus dons criativos me fizeram e fazem acreditar que o mundo pode ser um lugar mais belo e mais sábio. O Brasil está a dar certo porque eles _e muitos outros como eles, e uma multidão com eles_ assim o quiseram. E isso só não vê quem não quer _ou não é capaz_ de ver.”

Trecho do artigo Bethânia e as Virgens Ofendidas, da romancista portuguesa Inês Pedrosa
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