Arquivo de agosto de 2014

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Peixe sem cardume

“‘Vem por aqui!’ – dizem-me alguns com  olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: ‘vem por aqui!’
Eu olho-os com olhos lassos
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços
E nunca vou por ali…

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém
Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: ‘vem por aqui!’?”

Trecho do poema Cântigo Negro, de José Régio
Recitado pelo autor 
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

À beira da paixão

Entre você e a calma, prefiro você?

A partir de Salmo, canção de Rafael Rabelo e Paulo César Pinheiro
Interpretada por Maria Bethânia
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Disponível

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O que poderá nos despertar?

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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Então voltamos à monarquia?

Charge de Angeli
(clique na imagem e a amplie)

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Como transformar o “inho” em “ão”?

“Homem compra produto para aumentar pênis e recebe lupa”

Manchete no site do Yahoo! sobre caso ocorrido em uma cidade da Malásia

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Quem existe em sonho já está existindo?

“Sonhou que dizia para a moça: ‘Você é a moça dos meus sonhos’.”

Do escritor e cartunista Millôr Fernandes

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Gaza em casa

“Não faz muito, o escritor israelense Etgar Keret foi surpreendido por um pedido de Lev, seu filho pequeno. ‘Papai, me ajuda a construir uma bomba? É para jogar nos palestinos’, disse o garoto, então com 7 anos. Sua justificativa era simples: o Hamas acabara de lançar mísseis em Tel Aviv, e o pai sempre lhe dissera que, quando seus colegas começavam uma briga no colégio, ele tinha o direito de se defender.
— Isso nos levou a uma longa conversa — conta Keret, em entrevista ao GLOBO por e-mail, de Tel Aviv. — Primeiro eu expus as razões dos palestinos. Falei sobre a necessidade deles de independência, e sobre a humilhação diária que é não poder se deslocar livremente sem ser parado por pontos de controle. Meu filho argumentou que isso não era justificativa para lançar mísseis. Então, eu e minha esposa criamos pontos de controle pela nossa sala. Cada vez que Lev passava por lá, fosse para fazer xixi ou preparar suas tarefas escolares, nós o segurávamos para um interrogatório lento e tedioso. ‘Qual o seu nome?’ ‘Por que quer passar?’ etc. Depois de algumas horas, ele entendeu. Nunca mais tivemos conversas sobre lançar bombas.”

Trecho da reportagem Atração da Flip, Etgar Keret usa surrealismo para desconstruir preconceitos, escrita por Bolívar Torres

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Um homem com uma arma se comporta como um macaco ou um macaco com uma arma é que se comporta como um homem?

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Quantos amores cabem simultaneamente num só coração?

“Pesquisando o que estudiosos do tema pensam sobre as motivações que levam a uma relação extraconjugal na nossa cultura, fiquei bastante surpresa. As mais diversas justificativas apontam sempre para problemas emocionais, insatisfação ou infelicidade na vida a dois. Não li em quase nenhum lugar o que me parece mais óbvio: embora haja insatisfação na maioria dos casamentos, as relações extraconjugais ocorrem principalmente porque as pessoas gostam de variar. As pessoas podem ter relações extraconjugais e, mesmo assim, ter um casamento satisfatório do ponto de vista afetivo e sexual. A exclusividade afetiva e sexual é a grande preocupação de homens e mulheres. Mas ninguém deveria se preocupar se o parceiro transa com outra pessoa. Homens e mulheres só deveriam se preocupar em responder a duas perguntas: Sinto-me amado(a)? Sinto-me desejado(a)? Se a resposta for ‘sim’ para ambas, o que o outro faz quando não está comigo não me diz respeito. Sem dúvida as pessoas viveriam bem mais satisfeitas. Acredito, portanto, que alguns fatores são primordiais para uma relação de casal valer a pena: total respeito ao parceiro e ao seu jeito de ser, suas ideias e suas escolhas; nenhuma possessividade ou manifestação de ciúme que possa limitar a trajetória do companheiro; saber ter amigos e programas em separado; nenhum controle da vida sexual do outro, mesmo porque é um assunto que só diz respeito à própria pessoa.”

Da psicanalista Regina Navarro Lins
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