Arquivo de dezembro de 2012

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Então é Natal?!

– Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim?
– Se liga, cara! Sou o Papai Noel!

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O cliente tem sempre razão?

“Isso foi depois da internet, mas antes do torrent: fui balconista de locadora de vídeo. ‘Que nem o Tarantino!’, sim já ouvi essa várias vezes, só me falta a carreira em Hollywood. Entrei em 1998, ano da transição do VHS para o DVD, portanto o aviso para rebobinar a fita ainda pairava sobre a minha cabeça em um cartaz na parede, como um mandamento solene. (…) A locadora ficava no Jardim Botânico, no meio da fina flor da burguesia carioca, o que foi uma lição sobre o ethos das nossas elites: era uma choradeira para pagar qualquer dívida, mínima que fosse. Uma cineasta (vou manter seu anonimato, ao qual aliás está acostumada) discutiu comigo por coisa de centavos em balas de menta, alegando achar que eram cortesia. Por mim até seriam, não fossem os balconistas também responsáveis pela bombonière e pelo fechamento do caixa, nos obrigando ao trabalho de corno de contar chiclete por chiclete e comparar o resultado com o montante na registradora –com desconto no salário quando os valores não batiam. Enfim, tempo bom que não volta mais, graças a Deus. Queria dedicar esse texto ao saudoso Marcão (que nos deixou em 2011), meu colega de balcão e rubro-negro como eu, e ao cliente vascaíno que torrava tanto o nosso saco que nos fez bater o camelódromo do Saara um dia inteiro até conseguirmos duas camisas do Real Madrid para recebê-lo no dia da derrota na final do mundial de clubes. O cara nunca mais voltou.”

Trecho de O Balconista, crônica do cartunista Arnaldo Branco

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Por que insistir tanto em não fazer um mea-culpa?

“Escrevi no começo de novembro um texto que se mostrou premonitório sob o título O alvo agora é Lula na guerra sem fim, quando o STF consumou a condenação dos ex-dirigentes do PT José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. De uma hora para outra, a começar pelo julgamento do mensalão, até chegar às revelações da Operação Porto Seguro, o que era um projeto vitorioso de resgate da cidadania reconhecido em todo o mundo levou um tiro na testa e foi jogado na sarjeta das iniquidades. “O que me intriga é saber por que agora, por que assim e por que tamanha insistência. É claro que o esforço para acabar com a corrupção é legítimo e louvável, mas não terminaram recentemente de sangrar o PT até a entrada do necrotério? Quem estaria sedento por mais?”, pergunta-se a colunista Barbara Gancia, na Folha, e são exatamente estas as respostas que venho procurando para entender o que está acontecendo. Talvez elas estejam no mesmo jornal, em que se lê: FHC acusa Lula de confundir interesses públicos e privados. Em discurso num evento promovido pelo PSDB no Jóquei Clube de São Paulo, o ex-presidente pontificou, mesmo correndo o risco de falar de corda em casa de enforcado: ‘Uma coisa é o governo, a coisa pública, outra coisa é a família. A confusão entre seu interesse de família ou seu interesse pessoal com o interesse público leva à corrupção e é o cupim da democracia’.
Sem ter o que propor ao eleitorado, após sofrer três derrotas consecutivas nas eleições presidenciais, e perder até mesmo em São Paulo na última disputa municipal, o PSDB e seus alíados na mídia e em outras instituições nacionais agora partem para o vale-tudo na tentativa desesperada de eliminar por outros meios o adversário que não conseguem vencer nas urnas. Nada disso, porém, exime o ex-presidente Lula e o PT de virem a público para dar explicações à sociedade porque não dá mais para fazer de conta que nada está acontecendo e tudo se resume a uma luta política, que é só dar tempo ao tempo. A bonita história do partido, que foi fundamental na redemocratização do país, e a dos milhões de militantes que ajudaram a levar o PT ao poder merecem que seus líderes venham a público, não só para responder a FHC e às denúncias sobre a Operação Porto Seguro publicadas diariamente na imprensa, mas para reconhecer os erros cometidos e devolver a esperança a quem acreditou em seu projeto político original, baseado na ética e na igualdade de oportunidades para todos. Chegou a hora da verdade para Lula e o PT. É preciso ter a grandeza de vir a público para tratar francamente tanto do caso do mensalão como do esquema de corrupção denunciado pela Operação Porto Seguro, a partir do escritório da Presidência da República em São Paulo, pois não podemos eternamente apenas culpar os adversários pelos males que nos afligem. Isso não resolve. Mais do que tudo, é urgente apontar novos caminhos para o futuro, algo que a oposição não consegue, até porque não há alternativas ao PT no horizonte partidário, para uma juventude que começa a desacreditar da política e precisa de referências, como eu e minha geração tivemos, na época da luta contra a ditadura.  Conquistamos a democracia e agora precisamos todos zelar por ela.”

Do jornalista Ricardo Kotscho. que atuou como Secretário de Imprensa e Divulgação no governo Lula, entre 2003 e 2004

sábado, 22 de dezembro de 2012

Procuro a mulher certa em mulheres erradas?

Imagem de Amostra do You Tube
Poema de Angélica Freitas, lido pelo escritor Valter Hugo Mãe
Dica de Naiah Mendonça

sábado, 22 de dezembro de 2012

Conversando com os mortos

– Então? Há Deus?
– Não. Só adeus.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Poligamia, bigamia ou monotonia?

Imagem de Amostra do You Tube
Os Trapalhões em 1977

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Oh, que saudades que tenho do outrora da minha vida…

 “Terminei a leitura do último livro de Mario Vargas Llosa (A Civilização do Espetáculo) exatamente como gosto de terminar um livro: com notas extensas de concórdias e discórdias, escritas pelo meu punho, ao longo de todo o volume. Mas, primeiro, as apresentações: Vargas Llosa apresenta-se como ‘um dinossauro em tempos difíceis’. O que significa este jurássico autorretrato? Significa uma confissão: Vargas Llosa olha em volta e vê frivolidade, aparência _numa palavra, ‘espetáculo’. E vê o desaparecimento da cultura como experiência ética e estética que nos permite compreender os problemas do mundo. Hoje, esta ‘civilização do espetáculo’, que se desdobra em livros light, filmes light, arte light, religiões light e até relacionamentos pessoais light, serve apenas para fugirmos dos problemas do mundo. Numa palavra, serve para nos ‘alienarmos’. O termo não é inocente, e Vargas Llosa sabe disso: como diria Marx e os seus discípulos, sobretudo o ‘situacionista’ Guy Debord, existe na civilização de hoje, como existia na civilização dos séculos 19 e 20, uma vontade desesperada de remeter o pensamento e a cultura para as margens da sociedade capitalista. E aqui reside a minha pergunta primeira: não terá sido sempre assim? Platão, na sua República, não era particularmente entusiasta dos poetas da sua época. Shakespeare, tido agora como parte fundamental do ‘cânone ocidental’, era considerado um dramaturgo ‘popular’ pela intelligentsia da Inglaterra isabelina. Não estaremos nós também a ver superficialidade em toda a parte e a cometer o mesmo erro dos nossos antepassados, que sempre se consideraram testemunhas de um mundo em decadência? Woody Allen, de quem Vargas Llosa manifestamente não gosta, glosou sobre o assunto em Meia-Noite em Paris: há nos contemporâneos de todas as eras um descontentamento com o presente que os leva a romantizar eras passadas. Assim acontecia com o personagem do filme, o roteirista Gil (um notável Owen Wilson), que suspirava no século 21 pela Paris da década de 20. Até viajar a esse passado de ‘festa móvel’, como lhe chamou Hemingway, e descobrir que os contemporâneos da década de 20 suspiravam pela Belle Époque; e os contemporâneos da Belle Époque, pelo Renascimento italiano; e etc. etc., sempre em regressão nostálgica.”
Trecho de As lamentações do dinossauro, artigo de João Pereira Coutinho

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Quantos outros ainda haverá em mim?

“Gente é como nuvem. Sempre se transforma.”

Da bailarina Angel Vianna

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Desenho pergunta?

Décima terceira ilustração de uma série que o artista
paulistano
Ganu publica semanalmente neste blog
(clique na imagem para ampliá-la)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

“Like” is money. Isn’t it?

“Um belo dia um diretor de marketing acorda depois de um coma de uma década. Ainda sentindo a estranheza da consciência recém-desperta, a primeira indagação que faz é sobre o desempenho da empresa. Descobre que tudo vai bem porque a companhia já acumulou 1 milhão de likes. ‘E quanto vale isso?’, pergunta o estranho na maca.”

Trecho do artigo Blogs e ética: uma discussão que não há, de Angela Klinke
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