É proibido ser na sala de estar?
“‘E agora, eu e você’, disse, sacando o punhal na sala de espelhos.”
“Todo cuidado é pouco, meu bem
Comigo não é bem assim
Posso ser outro, de um instante pro outro
Ser o começo do fim
Ser chumbo grosso
Carne de pescoço
Ser tosco, pedra nos rins
Posso ser osso, angu de caroço
Ser um ser muito ruim
Todo cuidado é pouco, meu bem
De guaraná viro gim
Posso ser porco, ser daqui a pouco
Querela não querubim
Ser só desgosto, ser rato de esgoto
Posso de Abel ser Caim
Posso ser monstro, só ser peso morto
Ser Lúcifer não Serafim
Todo cuidado é pouco, meu bem
Comigo não é bem assim”
– Suicidou-se?! Por quê?
– Queria show, mas só encontrou reality.
“Você concordaria com a afirmação hoje frequente de que vivemos num mundo totalmente diverso daquele habitado pelos fundadores da sociologia? E que, portanto, precisaríamos jogar Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber na lata do lixo e começar do começo?
Já vivi muito tempo, talvez tempo demais, para levar tais afirmações a sério. Aprendi que nada é realmente novo e sem precedentes, e que nada desaparece sem deixar vestígios. (…) A realidade das ‘datas vencidas’ pertence apenas aos produtos nas prateleiras dos supermercados. A única possibilidade de Marx, Weber ou Durkheim serem ultrapassados é parar de lê-los. Tendemos a passar de um hype para outro, e os livros raramente sobrevivem à temporada de alguns dias nas manchetes de jornal. Essa ‘obsolescência instantânea’ das mercadorias em promoção, contudo, é uma pequena ondulação na superfície das águas profundas da cultura. Avaliar as correntes profundas a partir de ondas superficiais pode ser um erro que nenhum navegador sério se arriscaria a cometer. O sociólogo russo Pitirim Sorokin certa vez cunhou a expressão ‘complexo de Colombo’, significando ‘ficar entediado com os problemas antes de eles serem resolvidos’, hábito que o psicólogo norte-americano Gordon Allport denunciou como a mais odiosa das moléstias acadêmicas. Sorokin insinuou que a abreviatura mais comumente usada para o ‘complexo de Colombo’ é ignorância.”
“Levou as mãos atrás das costas, num gesto que todas as mulheres dominam e que a mim me parece sempre ter sido desenhado por algum coreógrafo genial, e soltou a parte de cima do biquíni.
Sou bonita?”
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