“A vida é um maravilhoso desconforto.”
“A vida é um maravilhoso desconforto.”
– Tem sorvete do quê, moço?
– De morango, limão, flocos e chocolate.
– Então me vê um de flocos.
– Ah, de flocos não está tendo.
– Como assim? Você não acabou de dizer que tem?
– Tem, mas agora não está tendo.
Sozinha outra vez naquele quarto de hotel, desarrumou as malas, abriu a segunda lata de cerveja e pensou: é um nome ou uma sina?
– A vida é isso.
– Só isso?
“As moças que sonham muito, que passam os dias deitadas preguiçosamente e leem tudo que lhes cai nas mãos, que ficam entediadas e tristes, em geral são relaxadas na maneira de se vestir.”
“Numa entrevista para a extinta revista Entre Livros, perguntei a Bernardo Carvalho se ele identificava algum defeito em seus romances, coisas das quais conscientemente tentava fugir. ‘Só percebi que podia escrever pra valer’, foi a resposta, ‘no dia em que entendi que os meus defeitos (o que seria defeito, segundo uma norma geral) eram, no fundo, as minhas qualidades. Os seus limites são o seu estilo. Escrever não é se livrar dos seus defeitos; é vê-los com outros olhos.’ (…) Guardadas as proporções devidas, o insight de Bernardo é semelhante ao que, dá para especular, fez Dostoiévski se apegar à sua escrita suja, Henry James insistir nos seus advérbios, Faulkner dar uma banana para qualquer preocupação com a clareza de suas histórias, Thomas Bernhard passar a ver uma estranha originalidade em suas repetições.”
“30% de talento e 70% de força interior para não passar o dia nas redes sociais da internet.”
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