quinta-feira, 5 de maio de 2011

Deus são gestos

“[No filme Homens e Deuses, de Xavier Beauvois,] a situação dramática – um mosteiro trapista situado nas montanhas da Argélia dilacerada pela guerra civil – parece se organizar em torno de uma questão essencial: é possível ser cristão num mundo sem Deus, ou no qual o nome de Deus é evocado para justificar o ódio e a violência? Ser cristão, evidentemente, não é apresentar-se como tal (católico ou evangélico) da boca para fora, mas sim agir de acordo com ideais de renúncia e fraternidade supostamente ensinados pelo próprio Cristo. Por esse critério, nem o Papa (aliás, muito menos o Papa) é cristão. Mas os frades de Homens e Deuses o são, ou tentam ser. São homens de carne e osso, portanto frágeis e contraditórios, mas têm como norte, como meta sabidamente inatingível, a integridade moral e espiritual.
Com sua delicadeza sóbria, seu respeito profundo pelos personagens e sua busca, o filme me fez lembrar de um livrinho do escritor grego Nikos Kazantzakis (autor, entre outros, de Zorba, o Grego e A Última Tentação de Cristo) chamado Ascese. Há no Brasil uma tradução excelente de José Paulo Paes. Pois bem: correndo o risco de uma simplificação grosseira, digo que a ‘ascese’ do título consiste na construção paulatina de Deus pelo homem. Ou seja, Deus não existe a priori, é o homem que o constrói à medida que se eleva moral e espiritualmente, à medida que se desprende do que há de mesquinho e bestial em seu interior. Deus não é. Deus será.”

Do blog de José Geraldo Couto
Veja, abaixo, o trailer de Homens e Deuses

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sem chão

Saberei fazer da queda um passo de dança?

A partir do romance O Encontro Marcado, de Fernando Sabino

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Tô limpo

“O Bin Laden já morreu, certo? Então me deixem viajar com o xampu na mala!”

De um internauta espanhol, via Facebook

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Um churrasco matador?

Dica de Marília Ferrari
(clique na imagem para ampliá-la)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Premonição?

“Na sessão deste domingo, ele trocou uma palavra do seu texto, falha que só o elenco percebeu. Em vez de dizer ‘o velho queria um pouco de atenção’, ele disse: ‘O velho queria um pouco mais de tempo’. Me fugiu a palavra, ele se desculpou sorrindo no camarim ao final do espetáculo. Pois é, tanto ele como todos nós queríamos um pouco mais de tempo para a nossa convivência. Não fomos atendidos.”

Depoimento do ator Oswaldo Mendes sobre o colega José Renato, que morreu de enfarte na madrugada de segunda-feira, aos 85 anos. Fundador do Teatro de Arena, o diretor, intérprete e dramaturgo estava em cartaz com a peça 12 Homens e Uma Sentença

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Se o diabo veste Prada, o bispo veste o quê?

Veste Giorgio Armani _ao menos na ilha siciliana de Pantelária. Há poucos dias, durante a missa, o  bispo local, Domenico Mogavero, usou paramentos de seda desenhados pelo estilista italiano e recebeu elogios dos fiéis. Armani é proprietário de um retiro de luxo em Pantelária, onde passou férias ao longo de 37 anos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pedagogia do reprimido

“Tem planta que só
pega na muda. Tem gente que só
pega no tranco. A primeira
precisa de ajuda. A outra?
Só com tamanco.”

Muda, poema de Victor Loureiro

terça-feira, 3 de maio de 2011

É o que chamam de esquentar os tamborins?

“Eu vou
cair nessa avenida
eu vou
atrapalhar a sua escola
eu vou
ôÔôôÔôÔÔ ÔôôÔ
Vou sair
pr’ atropelar seu enredo
a bateria correu
todos os surdos com medo
e quem puxava o samba era eu
Vou passar
pra bagunçar as cabrochas
as sirigaitas e afins
as rebolantes, os bambas e bichas
qu’ eu vou amarrar
com as cordas dos bandolins
Quando amanhecer
vai ser tão fácil esquecer você
com os carros em chamas vou sorrir
levando as cinzas dentro de mim
Ôôôô Ôôôô ÔÔôôôôôÔô
Eu vou
cair nessa avenida
eu vou
atrapalhar a sua escola
eu vou
ôÔôôÔôÔÔ ÔôôÔ”

Letra de ôÔÔôôÔôÔ, antissamba-enredo de Thaís Gulin
Os desenhos do vídeo são dela, animados por Joyce Santiago

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ainda dá tempo

“Por que não desistir da Copa do Mundo? Não seria a primeira vez. A Colômbia, escolhida para sediar a Copa de 1986, jogou a toalha três anos antes, e o torneio mudou para o México. O Brasil não vive a mesma crise econômica nem as ameaças do terrorismo esquerdista e dos cartéis da droga que atormentavam a Colômbia no período. Em contrapartida, temos colossais problemas de infraestrutura de transportes e, se não enfrentamos crise econômica, não nos sobra dinheiro para erguer estádios já nascidos com a marca de elefantes brancos, como, com todo o respeito, os de Natal, Manaus e Cuiabá.”

Trecho do artigo Cara presidente, de Roberto Pompeu de Toledo

terça-feira, 3 de maio de 2011

Hospitalidade mineira

“Geraldo Alckmin veio me ver. Pedi para colocarem o olho grego que ganhei da Hebe debaixo da mesa. Comecei o papo perguntando se a filha dele tinha arrumado um emprego depois da falência da Daslu. Na despedida, perguntei como estava o Kassab. Ficou com cara de tacho, o picolé de chuchu.”

Do Diário da Dilma, publicado na revista Piauí de abril
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