quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ainda tem dúvidas de que os Estados Unidos atravessam uma supercrise?


“Luto com monstros gigantes em troca de comida”

terça-feira, 24 de maio de 2011

O silêncio vale ouro?

– Quem cala…
– Consente?
– Ressente-se.

A partir de um aforismo do jornalista Tagil Ramos, autor do blog Biscoitos com Pipoca 2.0

terça-feira, 24 de maio de 2011

Impasse

Todo mundo sabe que um gato, quando despenca do telhado, sempre cai de pé. Já um pão com manteiga, caso despenque do mesmo telhado, certamente cairá com a manteiga para baixo. Isso significa que, se a gente amarrar um pão com manteiga nas costas de um gato e atirar ambos do telhado, o bichano flutuará?

A partir de uma piada da dupla Leandro Hassum e Marcius Melhem

terça-feira, 24 de maio de 2011

A língua da elite e a das gentes diferenciadas

“O jornalismo nativo teve uma semana infeliz. Ilustres colunistas e afamados comentaristas bateram duro em um livro, com base na leitura de uma das páginas de um dos capítulos. Houve casos em que nem entrevistado nem entrevistador conheciam o teor da página, mas apenas uma nota que estava circulando (meninos, eu ouvi). Nem por isso se abstiveram de ‘analisar’. Só um exemplo, um conselho e uma advertência foram considerados. E dos retalhos se fez uma leitura enviesada. (…) Disseram que o MEC distribuiu um livro que ensina a falar errado; que defende o erro; que alimenta o preconceito contra a norma culta e os que falam certo. Mas o que diz o capítulo?
a) que há diferenças entre língua falada e escrita. É só um fato óbvio. Quem não acredita pode ouvir os próprios críticos do livro em suas intervenções, que estão nos sites (não é uma crítica: eles abonaram a constatação do livro);
b) que cada variedade da língua segue regras diferentes das de outra variedade. O que também é óbvio. Qualquer um pode perceber que os livro, as casa, as garrafa seguem uma regra, um padrão. São regulares: plural marcado só no primeiro elemento; (…)
c) que há diferenças entre língua falada e escrita, que não se restringem à gramática, mas atingem a organização do texto (um teste é gravar sua fala, e transcrever; quem pensa que fala como escreve leva sustos);
d) que na fala e na escrita há níveis diferentes: não se escreve nem se fala da mesma maneira com amigos e com autoridades (William Bonner acaba de dizer “vamo lá sortiá a próxima cidade”. Houve outros dados notáveis nos estúdios: “onde fica as leis da concordância?” e “a língua é onde nos une”…);
e) deve-se aprender as formas cultas da língua: todo o capítulo insiste na tese (é bem conservador!) e todos os exercícios pedem a conversão de formas faladas ou informais em formas escritas e formais.
O que mais se pode querer de um livro didático? Então, por que a celeuma?”

Trecho do artigo Analisar e opinar. Sem ler, do linguista Sírio Possenti

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A solução ideal para metrópoles cujos moradores não abrem mão do carro?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Egocentrismo ou bom senso?

“Ontem à tarde um homem das cidades
Falava à porta da estalagem.
Falava comigo também.
Falava da justiça e da luta para haver justiça
E dos operários que sofrem,
E do trabalho constante, e dos que têm fome
E dos ricos, que só têm costas para isso.
E, olhando para mim, viu-me lágrimas nos olhos
E sorriu com agrado, julgando que eu sentia
O ódio que ele sentia, e a compaixão
Que ele dizia que sentia.
(Mas eu mal o estava ouvindo.
Que me importam a mim os homens
E o que sofrem ou supõem que sofrem?
Sejam como eu — não sofrerão.
Todo o mal do mundo vem de nos importarmos, uns com os outros,
Quer para fazer bem, quer para fazer mal.
A nossa alma e o céu e a terra bastam-nos.
Querer mais é perder isto, e ser infeliz.)
Eu no que estava pensando
Quando o amigo de gente falava
(E isso me comoveu até às lágrimas),
Era em como o murmúrio longínquo dos chocalhos
A esse entardecer
Não parecia os sinos duma capela pequenina
A que fossem à missa as flores e os regatos
E as almas simples como a minha.
(Louvado seja Deus que não sou bom,
E tenho o egoísmo natural das flores
E dos rios que seguem o seu caminho
Preocupados sem o saber
Só com o florir e ir correndo.
É essa a única missão no Mundo,
Essa — existir claramente,
E saber fazê-lo sem pensar nisso.)”

Trecho do Canto 32 de O Guardador de Rebanhos, poema de Alberto Caeiro

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um anexo sem nexo

Há algo mais desnecessário do que bolso de pijama?

A partir de uma observação da escritora Vanessa Barbara

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Todo dia ela faz tudo sempre igual?

Dica de Mariana Delfini e Jackellyne Oliveira
O título do post remete à canção Cotidiano, de Chico Buarque

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Profissão? Perdido

“Sim, novamente escrevendo.
Sem saber, como sempre, aonde estou indo,
se é que estou indo a algum lugar.
Às vezes me ocorre
que escrever é exatamente isto: ofício
de quem não sabe aonde ir.”

Trecho do poema Condição, de Ruy Espinheira Filho

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cárcere

“Después… ¿Qué importa el después?
Toda mi vida es el ayer
que me detiene en el pasado,
eterna y vieja juventud
que me ha dejado acobardado
como un pájaro sin luz.”

Trecho do tango Naranjo en Flor, dos irmãos Homero e Virgilio Expósito
Interpretado pela cantora portenha Karina Levine
Dica de Georgia Barcellos 
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