Arquivo de julho de 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tristeza não se compartilha?

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What’s on Your Mind, vídeo de Shaun Higton
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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pague pelo hexa, fique com o penta

Se o Brasil comprou a Copa, deveria reclamar no Procon?

A partir de uma boutade do cartunista Adão Iturrusgarai

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A criatura mais complexamente simples do universo?

“Mulher é o que Deus quiser
Às vezes, quer uma flor
Às vezes, só cafuné

Precisa de muito amor (haja amor!)
Pra sempre carinho quer
Segundo meu pai
Mulher costuma muito chorar
Suspira pelo que quer a mulher
Mania tem de sangrar

Entrega-se na colher
A quem não vai se entregar
Meu pai falou que mulher,
A mulher deve ter parte com o mar”

Trecho de Mulher Segundo Meu Pai, canção de Itamar Assumpção
Interpretada por Anelis Assumpção
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sexta-feira, 4 de julho de 2014

É mesmo um problema ter múltiplas personalidades?

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Rob Cantor interpreta a música Perfect, imitando a voz de 29 celebridades

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Operação de risco

O atacante uruguaio Luis Suárez certamente está precisando de um ombro amigo, mas quem vai se atrever?

Piadinha que corre pela internet

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O mulherzinha

Recentemente, me lembrei do Maurício. Era um menino de 7 ou 8 anos à época em que o conheci. Estudávamos na primeira série de uma pequenina escola católica, sob a vigilância severa de madres franciscanas. Maurício tinha os cabelos negros e encaracolados, o corpo miúdo, as pernas tortas e a voz fina – mais fina que a de todos nós, os machinhos com quem tentava brincar durante o recreio. Não gostávamos dele e não permitíamos que se enturmasse. “Fora daqui, piolho!”, berrávamos às gargalhadas. Garotos deveriam se expressar de outra maneira, nunca daquele jeito molenga e agudo que insistia em contaminar as palavras do Maurício. Garotos tampouco deveriam chorar, e o Maurício chorava à beça, por qualquer bobagem. “Notou como o paspalho rebola quando corre?”, comentávamos, impiedosos. “É um mulherzinha mesmo…” Falávamos exatamente assim: “um mulherzinha” – o artigo no masculino e o substantivo no feminino, talvez para reiterar a estranheza do Maurício, o lugar confuso que ocupava diante de crianças ávidas por encaixar tudo em espaços bem definidos.
Uma tarde, minha mãe avisou de surpresa que iríamos sair. Ela marcara uma consulta para mim no oculista. Depois de me examinar detalhadamente, o médico decretou: “Você é míope. Terá de usar óculos”. Detestei escutar o veredicto. Logo atinei que, entre meus amigos, ninguém precisava carregar um trambolho daqueles na fuça. Pior: me imaginei com o novo acessório e rodeado de moleques, que gritavam em coro: “Quatro olhos! Cegueta!”. De repente, sem o menor tato, o destino me condenara à via crucis dos diferentes e me transformara numa espécie de Maurício. Não pude evitar o choro. Entretanto, para assombro geral da nação, nenhum colega me azucrinou quando apareci de óculos na classe. Soube posteriormente que, alertados por minha família, os professores e as religiosas trataram de amaciar o terreno, explicando à turma o quanto seria injusto zombar da “luneta” alheia. Fiquei satisfeito, claro. Mas pensei de imediato no Maurício: por que os tios e as tias do colégio, por que as freiras sempre tão caridosas não o defendiam também?
Hoje compreendo que éramos todos homofóbicos. Consciente ou inconscientemente, bancávamos os “guardiões da heteronormatividade”, como definem os acadêmicos que se debruçam sobre esse tipo de preconceito. Quer dizer: não admitíamos comportamentos divergentes dos que considerávamos típicos de homens e mulheres. Inúmeras coisas mudaram na sociedade brasileira desde então. Mesmo assim, quando vejo torcedores zoarem atletas supostamente gays ou quando leio que parte dos espectadores abandonou os cinemas mal se deparou com as cenas homossexuais do ator Wagner Moura durante o belíssimo filme Praia do Futuro, não consigo fugir de me perguntar, desconcertado: será possível que ainda estejamos na pequenina escola católica onde estudei em 1973?

Publicado na revista VIP de julho

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Granada

Quando o coração se despedaça, voa amor para todo lado?

A partir do Facebook de Ariadne Bognar

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Taça ou fossa?

Intervenção urbana na avenida Paulista, em São Paulo
Dica de Alberto Villas

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Qual o pior deles?

Tirinhas de André Dahmer
(clique nas imagens para ampliá-las)

terça-feira, 1 de julho de 2014

¿Neymar es más grande que Messi?

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