Arquivo de agosto de 2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Dever 10 x Desejo 0

Renúncia é um não que detesta ser não?

A partir do livro infantil Mania de Explicação, de Adriana Falcão
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Quando um quer, os dois brigam?

Do tumblr O Pintinho
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

E-mail, Facebook, Twitter, MSN…

Por que o computador nos faz perder tanto tempo se o inventamos para ganhar tempo?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Só você pode me libertar de mim?

“Casa é ilha. E o teu amor é sempre travessia.”

Da poeta Hilda Hist

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Síndrome de Homer Simpson

“- Os americanos estão vendo seu estilo de vida piorar, a pobreza aumentar etc. Mas não há manifestações de rua nos Estados Unidos. Por quê?
A razão de não termos nos Estados Unidos o que ocorreu na Praça Tahrir é que a nossa classe média empobrecida, a quarta da geração de classes médias americanas desde a 2ª Guerra Mundial – entre as quais sempre prevaleceu o mote ‘mais, mais, mais’ -, está em choque. O governo tirou verbas dos contribuintes para dar aos bancos, que  sentaram em cima desse dinheiro, e as pessoas estão sofrendo. A desigualdade na sociedade americana aumentou de forma extraordinária. Isso fica evidente quando analisamos alguns dados que saíram recentemente. Na cidade de Nova York, o 1% no topo da população com maior renda ganha 44% de tudo que é gerado na economia da cidade. Nova York sempre foi desigual, mas não a esse ponto. Em 1980, antes do início da era global, o 1% ganhava 12% da renda da cidade, o que é um pouco mais razoável do que 44%. Digo isso só para dar uma noção de que quanto mais riqueza uma parte do sistema acumula, mais ele gera empobrecimento em seu interior. Temos uma vasta pobreza nos Estados Unidos, milhares perderam suas casas e vivem em acampamentos. Então por que os americanos não estão nas ruas? Em última análise é porque vivemos num sistema extremamente repressivo. E isso pouca gente percebe, pois a forma de repressão é bastante sofisticada, ela é sistêmica, está diluída no nosso dia a dia. Não é que o Estado reprima. Não é isso. Aliás, pode-se falar o que quiser, fazer as críticas que for, denunciar abusos de poder, chamar o presidente de macaco, pode tudo. Sabe por quê? Porque justamente nada que é dito importa. Não há nos Estados Unidos a voz política que deveríamos ter numa democracia como a nossa. Nessa horas, eu penso em George Orwell, claro, e em como ele retrata tão bem a vontade política sendo extraída das pessoas, que sentam, estupidamente, diante de seus televisores.”

Trecho de uma entrevista da socióloga Saskia Sassen à repórter Carolina Rossetti

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Todo ser humano é gregário?

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Dica de Mariana Delfini

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ver o tempo passar ou viver o tempo que passa?

“de que nos serviria
um relógio?

se lavamos as roupas brancas:
é dia

as roupas escuras:
é noite

se partes com a faca uma laranja
em duas:
dia

se abres com os dedos um figo
maduro:
noite

se derramamos água:
dia

se entornamos vinho:
noite

quando ouvimos o alarme da torradeira
ou a chaleira como um pequeno animal
que tentasse cantar:
dia

quando abrimos certos livros lentos
e os mantemos acesos
à custa de álcool, cigarros, silêncio:
noite

se adoçamos o chá:
dia

se não o adoçamos:
noite

se varremos a casa ou a enceramos:
dia

se nela passamos panos úmidos:
noite

se temos enxaquecas, eczemas, alergias:
dia

se temos febre, cólicas, inflamações:
noite

aspirinas, raio-x, exame de urina:
dia

ataduras, compressas, unguentos:
noite

se esquento em banho-maria o mel que cristalizou
ou uso limões para limpar os vidros:
dia

se depois de comer maçãs
guardo por capricho o papel roxo escuro:
noite

se bato claras em neve: dia

se cozinho beterrabas grandes:
noite

se escrevemos a lápis em papel pautado:
dia

se dobramos as folhas ou as amassamos:
noite

(extensões e cimos:
dia

camadas e dobras:
noite)

se esqueces no forno um bolo amarelo: dia

se deixas a água fervendo
sozinha:
noite

se te cortas com papel ou feres o pé com vidro: dia

se ao comer com pressa queimas
o céu da boca:
noite

se pela janela o mar está quieto
lerdo e engordurado
como uma poça de óleo:
dia

se está raivoso
espumando
como um cachorro hidrófobo:
noite

se um pinguim chega a Ipanema
e deitando-se na areia quente sente ferver
seu coração gelado:
dia

se uma baleia encalha na maré baixa
e morre pesada, escura,
como numa ópera, cantando:
noite

se desabotoas lentamente
tua camisa branca:
dia

se nos despimos com ânsia
criando em torno de nós um ardente círculo de panos:
noite

se um besouro verde brilhante bate repetidamente
contra o vidro: dia

se uma abelha ronda a sala
desorientada pelo sexo: noite

de que nos serviria
um relógio?”

O Relógio, poema de Ana Martins Marques

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O silêncio vale por mil palavras?

“Eles falavam muito pouco do que sentiam um pelo outro. Não havia necessidade de frases bonitas e pequenas atenções entre amigos tão experientes.”

Trecho do romance Far From the Madding Crowd, de Thomas Hardy

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Em vez de Coelho, Raposa

Quadrinho de Adão Iturrusgarai
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Iguales, pero distintos

Cartum do cubano Alfredo Martirena
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