Arquivo de dezembro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Destroços por toda parte

“O que faço quando já não suporto pensar nas vítimas dos lares desfeitos? Começo a pensar nas vítimas dos lares intactos.”

Do novelista norte-americano Peter de Vries

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Enchente

– Por favor, como chego à avenida Paulista?
– É fácil. Vire a estibordo, depois a bombordo, e pronto: chegou.

A partir do artigo Enchentes! Banana Boat sem IPI!, de José Simão

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Moça cantando baixinho no metrô

Foi meu ouvido que a viu?

A partir da canção Tomzé, de Lucina e Zélia Duncan

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

E o coelhinho da Páscoa, com aquele chocolate todo, não é suspeito também?

“Papai Noel ama as crianças e sempre foi pegajoso. Mas por causa dessa onda de pedofilia os pais estão apavorados.”

De Silvio Ribeiro, no curso de Papai Noel do Centro de Solidariedade ao Trabalhador, em São Paulo. Ele alertava os colegas sobre como tocar as crianças sem que sejam mal interpretados

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O impossível carinho

“Meu vô Laco era branco e leve, sentado à porta. Respirava baixo. Tinha nos olhos
resto de espanto: era cego. E no cegar sequer sabia a gente, na cadeira anoitecia, quieto, quieto, entre galinhas e sapos. (…) Era plácido também; inimigo do vento. Às vezes quis falar-lhe, dizer verso, dizer: vô Laco, o senhor lembra que são bonitas as galinhas? Dizer: vozinho, quer que eu te conte essa figura de revista? Não disse. Meu vô Laco era perecível. A gente ficava sem jeito de amá-lo.”

Trecho de Açúcar, conto de Ana Santos

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ocê me dê licença de roubar a noiva?

“O sociólogo José César Gnaccarini fez, há alguns anos, na região de Piracicaba, interessantíssima pesquisa sobre o casamento por rapto. Com o empobrecimento da população rural e o aparecimento do chamado boia-fria, tornou-se economicamente impossível a festa caipira de casamento, com muita comida, leitoa assada, bebida, violeiros. Casamento sem festa seria o mesmo que expor publicamente a humilhação e a vergonha da pobreza. Difundiu-se, então, o rapto simulado da moça solteira, tudo combinado de antemão entre as famílias, especialmente entre o noivo e o pai da noiva. Altas horas da noite, era a moça tirada de casa e levada para a casa de parentes do noivo para que sua honra ficasse devidamente resguardada. Espalhada a voz de que o rapto ocorrera, não restava aos apaixonados senão a alternativa de ‘casar na polícia’, com a dupla vantagem de ser casamento gratuito e sem convidados. Nesses casos, para contornar a vergonha, as famílias envolvidas estavam dispensadas das devidas festanças e despesas.”

Trecho do artigo A família brasileira se reinventa, de José de Souza Martins

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Reforma trabalhista

“Depois da licença maternidade, por que o governo não institui a licença paixão?”

Comentário da atriz, coreógrafa e consultora Lala Deheinzelin durante show em São Paulo que homenageava o produtor sérvio Suba, morto há dez anos. Ela pertence ao Movimento para Criação de Futuros Desejáveis

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

De qual time você faz parte?

Quadrinho de Adão Iturrusgarai
(clique na imagem para ampliá-la)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Arnaldo Antunes

Foto Ana Ottoni

Arnaldo Antunes com o poema visual Transpirante

O cantor e poeta está em turnê para divulgar o disco Iê Iê Iê

(mais…)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um sujeito maleável

“Estes são os meus princípios. Se você não gostar deles? Tenho outros.”

Do humorista Groucho Marx

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