Sobre ontem à noite

Formávamos um casal no sonho. Eu exibia as mesmas características que tenho (ou julgo ter) quando me encontro em vigília. Ela se mostrava um tanto diferente do que é. Bonita e menina como de costume, mas portadora de uma alergia terrível, que lhe descamava a face, deixando-a inchada e bastante vermelha. “O que poderá neutralizar tamanha irritação?”, nos perguntávamos, aflitos. Depois de muita pesquisa, descobrimos que só havia um antídoto contra o mal: uma flor amarela e miúda, parecida com aquelas que vagabundeiam pelos cerrados. Bastava esfregar levemente as pétalas sobre o rosto para que a pele dilacerada se regenerasse. Desde a constatação, não nos desgrudamos mais da florzinha, que possuía um nome incomum. Chamava-se liberdade.

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