Quando urubus e tubarões se encontram, só pode dar bode?

“Toda quarta-feira é dia de visitas na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Desde que foram presos os executivos das principais construtoras do país, na sétima fase da Operação Lava Jato, a quarta também se transformou no dia da ‘invasão’ de terninhos, saltos altos e óculos de grife. As mulheres, filhas e mães dos 14 presos chegam discretamente. Algumas carregam malas executivas, com pertences a serem entregues ao visitado. (…) [Ontem.] a única a destoar do grupo foi a mulher de José Ricardo Nogueira Breghirolli, funcionário da OAS. Acompanhada da sogra, ela respondeu aos jornalistas que ‘não estava autorizada a falar’. Na saída, com o nariz um pouco vermelho, se irritou com a presença de repórteres no saguão, apertou o passo, baixou a cabeça e mostrou o dedo para uma câmera. ‘Bando de urubus, fracassados. Isso que vocês são’, disse, enquanto andava em direção ao portão. ‘Se estudassem, não seriam jornalistas.’ Logo em seguida, outra mulher, que viu a cena, comentou: ‘Pelo menos não roubam’.”

Trecho da reportagem Em dia de visita a presos da Lava Jato, discrição e revolta marcam parentes, escrita por Estelita Hass Carazzai
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