Onde foi parar o recato?

“O jornalista formado por noções como independência e objetividade, o narrador que deve evitar ser protagonista da história hoje passa parte do seu tempo pedindo ao público: preste atenção em mim; leia minha reportagem; fale comigo pela mídia social. Mas a transformação não afeta só o jornalista. Clínicos gerais têm websites com depoimentos de pacientes curados. Catedráticos de universidades listam em suas homepages atributos que não comentariam nem na informalidade de uma reunião de departamento. (…) É absurdo e grotesco imaginar um mundo em que cirurgiões vão tuitar da sala de operações a extração bem-sucedida de um apêndice? Antes de rir, pare e pense sobre como o exercício da sua profissão tem testado os limites da sua compostura.”

Trecho de O homem que não tuitava, artigo de Lúcia Guimarães 
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