Marvada pinga

“Num aniversário do meu amigo Lúcio, cheguei pela área de serviço e a minha cadeira de rodas não passou na porta da cozinha. Estacionei a cadeira no hall do elevador e entrei no apartamento voando pelos braços de alguém. Fiquei sentada no sofá no meio de um monte de gente. Na hora de ir embora, o Henrique me apanhou nos braços e, atravessando o apartamento, eu pude ouvir de desconhecidos: ‘O que será que ela bebeu? Não é preferível esperá-la melhorar para depois levá-la embora? Faz um cafezinho para ela!’.”

Trecho de Sem Palavras, crônica da psicóloga e vereadora Mara Gabrilli, que é tetraplégica

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