A pior das espetadas

“Tenho muitas agulhas nos pés, na batata da perna, na coxa, na virilha, na barriga, nos braços, nas mãos e uma bem no centro da minha testa: os maus pensamentos precisam ter uma porta de saída. Tenho medo de perfurar algum órgão vital, então evito, a todo custo, um iminente e intenso espirro. É quando o acupunturista psicanalista especializado em ovário policístico e distúrbios de ansiedade fala bem baixinho no meu ouvido: ‘Depois quer tomar um negocinho no bar aqui da frente? Tenho pensado tanto em você’.”

Trecho de Sem Saída. crônica de Tati Bernardi
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