A paz dos inocentes

“Às vezes, olhando a gatinha dormir na poltrona da sala, lembro que para ela a morte não existe, como existe para nós, gente. Ela é mortal, mas não sabe, logo é imortal. A morte, no caso dela, é apenas um acidente como outro qualquer, dormir, comer, brincar, correr; só existirá quando acontecer, sem que ela saiba o que está acontecendo. Neste ponto é que a invejo. Já pensou como a vida seria leve se não tivéssemos consciência de que ela acaba?”

Trecho de Quisera Ser um Gato, crônica de Ferreira Gullar 
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