quarta-feira, 23 de abril de 2014

Por que ainda não aprendi o óbvio?

quarta-feira, 23 de abril de 2014

De castigo na avenida Paulista

“Quando a gente é criança e faz alguma malcriação, nossos pais podem brigar, gritar, ameaçar, mas o que sempre acaba acontecendo invariavelmente é: Vai já para o canto pensar no que você fez. Opa! E se, ao ser flagrado fechando um cruzamento, o motorista abordado por um fiscal tomasse a multa, mas também tivesse que parar seu carro no acostamento por 30 minutos? Sem poder sair dali. Entendeu? O policial viu o sujeito falando ao celular. Para o carro, pede a documentação, aplica a multa e a pessoa é obrigada, por lei, a esperar por 30 minutos ali. ‘Pensando’ no que fez. Hoje em dia, tempo não é dinheiro, tempo vale muito mais. Então, punição mesmo é fazer a pessoa perder seu tempo, não somente o seu dinheiro. Eu prefiro muito mais pagar R$ 100 de multa, do que chegar 30 minutos atrasado a um reunião. Se a pessoa se recusar a esperar, voz de prisão. E uma multa maior. Ela terá que ir até uma delegacia assinar uma papelada qualquer, ou seja, perderá mais do que os 30 minutos. Pense nisso.”

Trecho de Ideia, crônica do humorista Fábio Porchat

terça-feira, 22 de abril de 2014

Ninguém conta piadas de português tão bem quanto a realidade?

Imagem de Amostra do You Tube

terça-feira, 22 de abril de 2014

Revelação

- Sou teu pai.
- Meu pai?!
- Ou mãe. Não lembro direito.

A partir de uma HQ de Laerte

terça-feira, 22 de abril de 2014

Invencíveis?

“Quem disse que não há luta de classes? Claro que há, e nós estamos ganhando.”

Do megainvestidor norte-americano Warren Buffett 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Vale acionar o Ibama?

“Sonhos são coelhinhos que a realidade caça.”

Do quadrinhista André Dahmer

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Diante dos outros, mais fácil tirar a roupa do que a máscara?

“Por trás do peixe que tu tá vendendo
Qual é o peixe que tu tá vendendo?”

Por Trás, canção da banda Apanhador Só
Imagem de Amostra do You Tube

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Gerúndio perturbador

“Você não dá dois beijinhos quando encontra uma freira, claro que não, tampouco sai agarrando a mão dela, de modo que irmã Dulce e Julia guardaram uma certa distância, justamente ali na entrada do açougue, como vai?, lindo dia etc e tal, e logo passaram a comentar sobre o tamanho da coincidência: encontrarem-se, depois de tantos anos, naquela praia de Santa Catarina. ‘Minha mãe está doente’, disse a freira. Julia tentou calcular na cabeça a idade de irmã Dulce para assim ter uma vaga ideia do quão velha seria sua mãe, não muito velha, ela imaginava, embora sempre fosse difícil supor a idade de alguém que fez voto de castidade e usa uma única roupa. ‘Minha mãe está morrendo. Ela mora ali’, e apontou um prédio qualquer de três andares. Julia engoliu em seco. Por que irmã Dulce tinha que dizer isso e daquela maneira? Além do mais, estar morrendo era mil vezes pior do que ter morrido.”

Trecho de Todos Nós Adorávamos Caubóis, romance de Carol Bensimon

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O ultramoderno também pode ser vintage?

Clique na imagem para ampliá-la

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Como nascem as canções

“Caetano Veloso liga seu carro e sai do estacionamento. Ele gosta de dirigir seu carro pelas ruas do Leblon. Logo após deixar a garagem, Caetano Veloso passa exatamente pelo lugar em que atravessara a rua. Caetano Veloso pensa que, se ele não estivesse no carro, mas estivesse atravessando a rua nesse instante em que passa pelo mesmo ponto em que, alguns minutos atrás, atravessou a rua, ele estaria sendo atropelado por seu próprio carro, que estaria sendo dirigido por ele mesmo, Caetano Veloso. Ele medita por alguns instantes e sorri: Caetano Veloso está feliz por estar dentro de seu carro, e não atravessando a rua, pois ele estaria sendo esmagado e, provavelmente, morto por seu próprio carro.
- Como está se sentindo, Caetano Veloso?
- Ótimo.
Caetano Veloso pensa em uma bela melodia, que veio até sua mente enquanto sentia-se bem por não estar sendo atropelado e morto por seu próprio carro. Ele dirige e canta. Caetano Veloso para no sinal vermelho e continua cantando com alegria e descontração, que são inerentes a Caetano Veloso.
- Como está se sentindo, Caetano Veloso?
- Ótimo.”

Trecho de Caetano Veloso se Prepara para Atravessar uma Rua do Leblon, conto de Rafael Sperling
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