São Paulo não pode parar?

“Se eu fosse Deus e se eu existisse, executaria em São Paulo uma prosaica providência administrativa. Tombaria a cidade inteira pelos próximos dez anos: como está, fica. Não se derruba mais nada, não se constrói mais nada. Tratem de melhorar a cidade que já existe: monstruosa, desigual, mal planejada e mal cuidada. Se é para movimentar dinheiro, invistam-se nos espaços públicos: ruas, praças, jardins, calçadas, iluminação, centros de lazer, prevenção contra enchentes_tudo o que faz, de um amontoado de moradias, algo parecido com a magnífica invenção humana chamada cidade.”

Trecho do artigo Delicadeza, de Maria Rita Kehl
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