Quando nasceram meus problemas com o casamento convencional?

“Fabiana foi a primeira mulher da minha vida. Nós estávamos na pré-escola e começamos a namorar. (…) Ficamos completamente apaixonados. Tínhamos 5 anos. Não desgrudávamos um minuto. Na hora do intervalo, passávamos o tempo todo fingindo que estávamos nos casando. A gente andava de um lado para o outro do pátio da hoje extinta Escola Dinâmica, em São Paulo, em posição de valsa, com os rostos colados, cantando a melodia da marcha nupcial. Achávamos que era assim que se casava. Até que alguém nos falou que estava errado e mostrou que o jeito certo seria com os braços entrelaçados. Eu não podia acreditar. Era muito chato da maneira certa. Fabiana também achava. Então continuamos a nos casar andando de um lado para o outro, em posição de valsa, com os rostos colados.”

Trecho da crônica Uma Vida Dedicada às Mulheres, de Renato Krausz
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