O refinamento verbal anda mais ameaçado do que as baleias?

“Queria pedir que, além dos índios, das plantas e da Chevron, a ecologia também se ocupe das palavras. Que salvem da extinção os argumentos lógicos, e a ironia seja preservada das reticências e exclamações, e o humor se liberte da gramática do Twitter, e se proteja o sentido histórico de termos como censura, nazismo, fascismo e stalinismo. Nada disso livrará o mundo da obtusidade, da polícia de opinião e dos juízes públicos de condutas privadas, mas não percamos a esperança de que _como a etiqueta, o pudor e um certo nível de asseio_ uma linguagem reflorestada possa ao menos melhorar o convívio.”

Do escritor Michel Laub
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