Morto vivo

– O Zuenir teve a experiência que todo mundo gostaria de ter: a de estar presente no próprio velório.
– Pois é. Um belo dia o site de um jornal noticiou que eu tinha morrido num desastre. Como me encontrava num lugar inacessível, a notícia não pôde ser desmentida. Durante umas três horas, meu filho procurou o “corpo” em hospitais da cidade.
– Você quase viu quem foi ao velório, né?
– (Risos) Eu deveria é ter esperado um pouco mais para ver o que iam escrever de mim nos obituários.

Trecho de um bate-papo entre os escritores Zuenir Ventura e Luis Fernando Verissimo, mediado pelo jornalista Arthur Dapieve. Extraído do livro Conversa sobre o Tempo
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