Às vezes, quando menos se espera, o banal vira palco?

“Tem dias como hoje
me equilibro no metrô
com o livro nas mãos
como se minha estação
nunca fosse a próxima.
Então de súbito
salto do trem
tudo calculado
para intrigar os passageiros
que veem sempre repetida
a velocidade do escuro
e o mantra no alto-falante
observe o espaço entre o trem e a plataforma
e tento distrair seus pensamentos
com minha ação premeditada
e dissimulada
preenchendo com a imaginação
o vão
entre o trem e a plataforma.”

Vão, poema de Laura Liuzzi
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