Os corruptos de lá são menos corruptos que os de cá?

“No Brasil, tem-se a impressão de que certas coisas só acontecem no país. Quantas vezes já ouvi: ‘Corrupção e impunidade como temos aqui não se vê na Europa’. É um narcisismo ao avesso que nos leva a crer que somos especialmente corruptos e degenerados. Tony Blair, um dos políticos mais importantes da história recente da Europa, o bom moço que ressuscitou o partido trabalhista britânico, invadiu o Iraque para depor Saddam Hussein e conquistar poços de petróleo. A desculpa esfarrapada eram as armas de destruição em massa – que comprovadamente nunca existiram. Mentiu para o seu povo, desrespeitou a lei internacional e, ao deixar o cargo, abriu uma firma de consultoria que tem como clientes, entre tantos outros governos ditatoriais e corruptos, os mesmos Emirados Árabes que se uniram a ele e financiaram a cruzada da hipocrisia anti-Saddam. A fortuna de Blair hoje é calculada em US$ 150 milhões. Trocando em miúdos: para cada Lula no mundo temos uma Odebrecht.”

Trecho do artigo Narcisismo ao contrário, de Henrique Goldman
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