Arquivo de abril de 2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Qual o estrago que se pode fazer em 12 segundos?

“Se o universo e seus 15 bilhões de anos de existência forem condensados num único século, a Terra terá começado no ano 70; a vida nos oceanos no ano 73; depois, duas décadas de vida limitada a bactérias unicelulares, que mudaram o universo, a atmosfera, os oceanos, a geologia terrestre (…). Só no ano 93 vieram a reprodução sexual e a morte de organismos singulares. Dois anos depois, chegaram os primeiros organismos multicelulares. Mais um ano, o sistema nervoso. Outro ainda e os organismos vertebrados. Só no ano 98, depois dos dinossauros e das primeiras plantas floridas, chegaram os mamíferos. Há apenas 12 dias cósmicos nossos ancestrais se tornaram bípedes e há 6 dias começaram a usar ferramentas. Há apenas um dia cósmico o homo erectus conquistou o fogo. E há 12 horas cósmicas surgiu o homo sapiens, os ‘humanos modernos’. Nessa trajetória, os impactos mais fortes nos ecossistemas vêm ocorrendo há apenas dois minutos, com o surgimento da civilização tecnológica. E a destruição do planeta acelerou-se nos últimos 12 segundos, na segunda metade do século 20.”

Trecho de Sabedoria a serviço da ação, artigo de Washington Novaes
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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Tem certeza de que só nos resta carregar a própria cruz?

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Como nascem os tolos?

“Não sei bem
se fui eu que me enganei
ou foi você que me iludiu”

Trecho de Retrovisor, canção de Céu
Interpretada pela própria Céu 
Imagem de Amostra do You Tube

domingo, 29 de abril de 2012

Significante

O que é o corpo: máquina, negócio, transição, culpa ou festa?

A partir de uma reflexão do escritor Eduardo Galeano

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Por que continuo morando sozinho?

“Quando ela vem a cama fica cheia
de pernas e braços e cabelos longos e castanhos
dobrando a densidade populacional do meu colchão solteiro

Quando ela vem o travesseiro é dividido
e sonho é privilégio de olhos despertos no escuro
de curvas percorridas pelas mãos
de sopros sonolentamente sussurrados lábio a lábio
de pele provocada
arrepio
reflexo
susto muscular
provocando pressa
no lençol em fuga
já inútil
no chão

Quando ela vem o dia seguinte é modorrento
e há violões  tocantes por todos os cantos
e um arco-íris pipocando em cada gota de sabão-em-bolha que as crianças sopram das sacadas
e as ruas sem saída e recendendo a jasmim
e os relógios como velhos bêbados de um bar de esquina
a girar sem rumo e por obrigação”

Casas Separadas, poema de Diego Grando

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Está (quase) todo mundo louco

“Delírio é uma convicção inquestionável, incorrigível e muito pouco plausível. Além disso, um delírio não é apenas um exercício de fantasia, ele preenche a função (crucial) de dar sentido à existência do indivíduo que delira. São poucas as pessoas saudáveis a ponto de conseguir viver sem se atormentar com a necessidade de resolver, como se diz, o enigma da vida. Ou seja, são poucas as pessoas para quem a experiência concreta se justifica por si só, pela alegria de viver. A maioria precisa recorrer a crenças que digam por que e para o que estamos aqui. Ora, as crenças que explicam nossa razão de estar no mundo são todas inverossímeis. Claro, a ‘missão’ de Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, o canibal do agreste, preso recentemente, nos parece mais estranha do que a crença de um cristão, mas isso pouco tem a ver com a verossimilhança. Como dizer o que é mais provável, que o filho de Deus tenha sido crucificado para nos redimir ou que Deus nos encoraje a redimir os pecadores comendo-os e filtrando-os pela nossa digestão? No fundo, a grande diferença é que as ideias de Jorge são só dele e de suas duas cúmplices, enquanto as ideias de um cristão são compartilhadas por 2 bilhões de pessoas.”

Trecho de Delírio e mau caráter, artigo de Contardo Calligaris

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Existe algo mais elegante do que o despojamento?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

171

“Malandro, eu? Malandro é o cavalo-marinho, que finge ser peixe para não puxar carroça.”

Do sambista Dicró

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mal chegou e já está indo?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Freud pra quê?

“Melhor a vida do que o divã.”

Trecho de Verão, música da Trupe Chá de Boldo
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