Arquivo de fevereiro de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Comungando a trapaça

A verdade é apenas um acordo entre mentirosos?

A partir de uma tirinha de André Dahmer
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Por que não?

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nenhuma lei conseguirá banir a estupidez?

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Assim disse o Senhor?

“Toda a filosofia moderna, a partir de Nietzsche, discute o valor das palavras, sua relação com a realidade, se é que têm alguma. Nietzsche, filho de um pastor protestante, de temperamento religioso, ficou bestificado ao descobrir que as palavras da Bíblia, que imaginava virem diretamente do ente divino e criador, tinham sido redigidas por gente como ele, humana, demasiado humana, usando as banalidades da sintaxe e da gramática. Tudo é versão.”

Trecho de Trinta Anos Esta Noite, livro autobiográfico de Paulo Francis

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Comboys do asfalto

“Repetidos acidentes, até fatais, pelo uso de veículos por pessoas inabilitadas recebem entre nós o rótulo de ‘fatalidade’. Mas há fatalidades previsíveis, que podem ser evitadas e não o são. Quem se responsabiliza por elas? A adoção de equipamentos e instrumentos que dependem de maturidade e habilitação para ser manejados deu-se no Brasil como uma espécie de salto do passado ao futuro, sem passagem pelo presente da ressocialização e da reeducação para seu uso. Pulamos da era do cavalo para a era da máquina, dirigindo máquina como quem dirige cavalo. A diferença é que o cavalo é um animal que age inteligentemente, mesmo quando o cavaleiro é burro.”

Trecho de Na arena da transgressão, artigo do sociólogo José de Souza Martins

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Namoro sem salvação

– E se você souber que estou num prédio em chamas?
– Vou socorrer o fogo!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Gaiola invisível

Todo escravo tem consciência da própria servidão?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O homem é fruto do meio?

Vivo aflito na rua do Sossego.

A partir de O Medo, canção de Alceu Valença
Abaixo, um pot-pourri com a música e Punhal de Prata, outra composição de Alceu 
Imagem de Amostra do You Tube

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Quanto tempo o tempo nos dará?

“quanto tempo falta pra gente se ver hoje
quanto tempo falta pra gente se ver logo
quanto tempo falta pra gente se ver todo dia
quanto tempo falta pra gente se ver pra sempre
quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não
quanto tempo falta pra gente se ver às vezes
quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos
quanto tempo falta pra gente não querer se ver
quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais
quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu
quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer
quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu”

Romance em Doze Linhas, poema de Bruna Beber

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sine qua non

“Por que passei tantos anos sem escrever literatura? Por uma questão hormonal, talvez. Houve uma época em que, quando tinha uma ideia, saía correndo para os bares comemorar que tinha tido uma ideia. Hoje, quando tenho uma ideia, corro para o computador e escrevo. Os hormônios me incomodam menos agora, não me chamam tanto para o crime. Escrever é uma coisa muito física, muito ligada à vida concreta. Você precisa de condições mínimas: solidão, silêncio. Você não pode ter o coração aos pulos porque os credores estão dando picaretadas nas paredes ou porque sua mulher está transando com o vizinho. A realidade não pode morder sua canela o tempo todo. Você precisa botá-la ali, num cantinho. Tem que ter uma torre de marfim. Escritores descobrem a torre de marfim em diversos lugares. Cervantes, por exemplo, a descobriu na prisão de Madri, que não devia ser exatamente o Hilton Bangkok. O escritor necessita desse recolhimento. Precisa ter disponibilidade _e dinheiro, claro. Outro negócio que é bom para escrever é estar vivo. Tem de contar com isso. Na hora que não tiver mais, fica difícil. Quer dizer, depende de uma psicógrafa.”

Do romancista Reinaldo Moraes, em entrevista para o jornal Cândido
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