Arquivo de novembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Quem disse que não se pode tocar no impalpável?

“Pintou estrelas no muro
e teve o céu
ao alcance das mãos.”

Poesia Mínima, de Helena Kolody
Dica de Marcelo Del’Anhol
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Como é dura a vida mansa

“Dos seus 83 anos, há 52 ele trabalha na portaria do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Nenhum dos 3.740 colegas, incluindo os 155 médicos, tem mais tempo de casa. Tampouco tem o cargo do Osvaldo: capitão-porteiro Osvaldo Luiz de Melo. Assim ele foi contratado em 1958, assim ele permanece, único – mesmo 17 anos depois de oficialmente aposentado. Não está na hora de descansar, Osvaldo? ‘Não, senhor.’ Por que não? ‘Descansá cansa. Mió trabaiá.’”

Trecho da reportagem Aos Cuidados do Chacrinha, de Christian Carvalho Cruz

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pior do que eu, só o meu superego?

Quadrinho de Angeli
(clique na imagem para ampliá-la)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O que significa sinceridade?

“A palavra tem várias acepções, porém a mais recente se aproxima do ofício da marcenaria. No século 19, quando se faziam aqueles móveis chamados coloniais, era muito comum o marceneiro errar com o formão. Então, ele pegava cera de abelha e passava na cavidade aberta da madeira a fim de disfarçar o erro. Para descrever esse trabalho, recorremos ao étimo sine cera, que quer dizer ‘sem cera’. Em outras palavras, uma pesssoa sincera é aquela que não disfarça o erro, mas o assume. Ao invés de corrigi-lo, gente sem sinceridade finge que está certa e passa ‘cera de abelha’ para ocultar suas imperfeições.”

Trecho de uma palestra do filósofo Mario Sergio Cortella

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Boom econômico

“E essa conversa em fila de caixa eletrônico? ‘Eu vou sacar.’ ‘Eu vou depositar.’ ‘E eu vou EXPLODIR!'”

Do humorista José Simão

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ciclotímico

– Como você se chama?
– Depende.
– Do quê?
– Do dia. Há aqueles em que, mal levanto, já me admito ninguém entre tantos ninguéns, um zé qualquer, indistinto joão-sem-nome. São dias de prudência. Mas há outros em que me julgo particular e hasteio nome, sobrenome, CIC, RG. São dias de desvario.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O que nos torna humanos é a sublimação?

“Magoamos o corpo
a vida inteira
não lhe ofertando o sexo
que urge
como urge
onde urge
quando urge.

Em compensação
o cobrimos de joias, perfumes, cremes e roupas
nem sempre convenientes.

Ele suporta.”

Trecho de Suplício Corporal, poema de Affonso Romano de Sant’Anna

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Qual o espanto? Deus não está em toda parte?

“Antes, Dios se aparecía mucho. Como lenguas de fuego, como resucitado, como haciendo milagros, como etcétera. Luego dejó de aparecer hasta que, ahora, ha vuelto a la Tierra de una forma misteriosa. Un usuario de la red social de contenidos Reddit publicó una imagen del culito de su perro Pug. Ahí, se ve clarito a la típica imagen de Cristo en la que sale con gesto de ‘Dejad que los niños vengan a mí’.”

Extraído do site The Clinic
Dica de Cynara Menezes

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pra que se embriagar de lucidez?

“O álcool antes dos 40 é mais alegre do que triste. As noites de quem bebe são melhores que as de quem não bebe. As conversas de quem bebe são mais divertidas que as de quem não bebe. As pessoas que bebem são mais atraentes que as que não bebem. A sensação de voltar para casa com o dia claro numa terça-feira e olhar para as pessoas que não bebem a caminho de um escritório onde vão passar quase dois terços do dia orgulhosas porque ao menos não estão como acham que você está, um último conhaque com Nescau na padaria e as pessoas que não bebem dentro dos carros achando que você é apenas um idiota de 40 anos que não enxerga que não tem mais 18, e a sensação de saber que no fim do dia e do mês você estará exatamente como todas elas, tendo pago ou não o seu aluguel, tendo ou não um trabalho, um casamento, um plano de saúde, um vaso de flores, a sensação de que no fim dá tudo na mesma embora você aproveite cada minuto muito mais intensamente que qualquer dessas pessoas é que faz você sair da padaria e caminhar trocando as pernas e dar oi para o porteiro e entrar em casa e não ter vergonha de cair na cama de sapatos.”

Trecho de Diário da Queda, romance de Michel Laub

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Os dois precisam mesmo ser inimigos?

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