Arquivo de outubro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Há ocasiões em que mesmo os insensíveis sentem?

“Certa noite
você me disse
que eu não tinha
coração 

Nessa noite
aberta
como uma estranha flor
expus a todos
meu coração
que não tenho”

Teatro, poema de Ana Martins Marques
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Por que teimamos em fazer certas perguntas?

– Vai subir?, indagou o rapaz para a senhora que aguardava o elevador na garagem do prédio.
– Não, estou esperando o apartamento descer.

Dica de Roberval Lima

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Como ousa contrariar a Marinha dos Estados Unidos?

Imagem de Amostra do You Tube

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A covardia comeu

Cadê o jovem promissor que estava aqui?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Leon Cakoff (1948-2011)

Amou tanto a sétima arte. Por que não teve sete vidas?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O inferno são as outras

“E dela
o que restou
senão
sobre a cômoda
um par de brincos
que talvez não seja dela?”

Cômoda, poema de Ana Martins Marques

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

É o que chamam de McLanche Feliz?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Com qualquer dez mil réis e uma negra se faz um vatapá?

“Décadas depois do que ocorreu na Europa e nos Estados Unidos, finalmente a era das empregadas domésticas está chegando ao fim no Brasil. As moças pobres querem estudar para seguir outra profissão, já não têm como horizonte apenas dedicarem suas vidas às vidas de outras gentes. Não querem ser mais ‘praticamente da família’, como se dizia, querem ter suas próprias famílias. Tampouco almejam que suas filhas herdem o serviço, trabalhando para os filhos dos patrões, como acontecia antigamente. ‘A família dela está na nossa família há anos’: quantas vezes ouvi isso? Acabou.
Mas vejam o que se dá. Em vez de dizermos ‘adeus, queridas, obrigada por tudo’ e tentarmos descobrir outra maneira de cuidar da casa e criar nossos filhos, o que se vê são narizes torcidos. Fala-se das moças que não querem mais dormir no emprego porque estudam à noite como ‘esnobes sem causa’. Ironiza-se a empregada que ‘se acha melhor do que a patroa’, a que sente saudade de sua terra e quer ir embora, a ‘estudante-de-direito’. Acusa-se toda uma categoria de estar fazendo guerra de classes dentro de casa, roubando as patroas. Por último: como antes se importava do Nordeste, agora importam-se criadas do Paraguai.
Em termos familiares, construímos nossas vidas com a ilusão de que teríamos empregadas domésticas para sempre. No Brasil, ao contrário de outros países, as crianças passam um tempo mínimo na escola. Em casa, ensinamos nossos filhos – e eu mesma me penitencio por isso – a não fazerem qualquer tarefa doméstica. Há quem se gabe de, na cozinha, ser incapaz de fritar um ovo. Mas, sem as empregadas, já não somos como a garota do anúncio antigo da batedeira Walita, toda sorridente porque, depois, vai ter quem limpe a bagunça. Órfãs, não sabemos o que fazer daqui para a frente.
Para começo de conversa, não há maneira mais digna de se lidar com esta realidade do que aceitar que nossas empregadas estão subindo na vida. Sem chororô, com orgulho: é mais uma etapa que superamos do subdesenvolvimento. O que temos de fazer é modificar a maneira como vivemos até agora – exigindo escolas integrais e semi-integrais para nossos filhos, por exemplo. Também é preciso, mais do que nunca, que homens e mulheres, adultos e crianças, ajudem nas tarefas do lar, lembrando que as divisões por gênero foram abolidas há muito. Não nos resta outra saída a não ser simplificar nosso modo de morar, de viver – e de comer. Chegou a hora de aprender a mexer o vatapá.”

Trecho de As garotas Walita órfãs, artigo de Cynara Menezes
O título do post remete à canção Vatapá, de Dorival Caymmi

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Tolerância zero

Por que nunca tive paciência para jogar paciência?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Um nada pode mudar tudo?

“Gonzalo Rojas nos contaba
que la poesía se le ocurrió
cuando a los 6 años
su hermano mayor
durante una tempestad
pronunció la palabra
                                 ¡Relámpago!

El rayo de la palabra
su luz y su estruendo
lo hicieron poeta para siempre.”

Gonzalo Rojas nos Contaba, poema de Affonso Romano de Sant’Anna
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