Arquivo de maio de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Egocentrismo ou bom senso?

“Ontem à tarde um homem das cidades
Falava à porta da estalagem.
Falava comigo também.
Falava da justiça e da luta para haver justiça
E dos operários que sofrem,
E do trabalho constante, e dos que têm fome
E dos ricos, que só têm costas para isso.
E, olhando para mim, viu-me lágrimas nos olhos
E sorriu com agrado, julgando que eu sentia
O ódio que ele sentia, e a compaixão
Que ele dizia que sentia.
(Mas eu mal o estava ouvindo.
Que me importam a mim os homens
E o que sofrem ou supõem que sofrem?
Sejam como eu — não sofrerão.
Todo o mal do mundo vem de nos importarmos, uns com os outros,
Quer para fazer bem, quer para fazer mal.
A nossa alma e o céu e a terra bastam-nos.
Querer mais é perder isto, e ser infeliz.)
Eu no que estava pensando
Quando o amigo de gente falava
(E isso me comoveu até às lágrimas),
Era em como o murmúrio longínquo dos chocalhos
A esse entardecer
Não parecia os sinos duma capela pequenina
A que fossem à missa as flores e os regatos
E as almas simples como a minha.
(Louvado seja Deus que não sou bom,
E tenho o egoísmo natural das flores
E dos rios que seguem o seu caminho
Preocupados sem o saber
Só com o florir e ir correndo.
É essa a única missão no Mundo,
Essa — existir claramente,
E saber fazê-lo sem pensar nisso.)”

Trecho do Canto 32 de O Guardador de Rebanhos, poema de Alberto Caeiro
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um anexo sem nexo

Há algo mais desnecessário do que bolso de pijama?

A partir de uma observação da escritora Vanessa Barbara

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Todo dia ela faz tudo sempre igual?

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Dica de Mariana Delfini e Jackellyne Oliveira
O título do post remete à canção Cotidiano, de Chico Buarque
Imagem de Amostra do You Tube

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Profissão? Perdido

“Sim, novamente escrevendo.
Sem saber, como sempre, aonde estou indo,
se é que estou indo a algum lugar.
Às vezes me ocorre
que escrever é exatamente isto: ofício
de quem não sabe aonde ir.”

Trecho do poema Condição, de Ruy Espinheira Filho

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cárcere

“Después… ¿Qué importa el después?
Toda mi vida es el ayer
que me detiene en el pasado,
eterna y vieja juventud
que me ha dejado acobardado
como un pájaro sin luz.”

Trecho do tango Naranjo en Flor, dos irmãos Homero e Virgilio Expósito
Interpretado pela cantora portenha Karina Levine
Dica de Georgia Barcellos 
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

O que cabe num coração?

Oração, música de Leo Fressato, com A Banda Mais Bonita da Cidade
Dica de Thiago Mello

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Maldita letra L!

– Beijou?
– Beijei.
– A dona?
– A lona…

quinta-feira, 19 de maio de 2011

E se sesse?

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Poema de Zé da Luz, declamado por Lirinha, do extinto grupo Cordel do Fogo Encantado

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Cedo ou tarde, todos acabaremos mentindo na internet?

“Declaro ter lido e aceito os termos de uso deste programa.”

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Teu mal me quer é ainda um bem me quer?

“Eu confio em teu carinho
mesmo que ele venha num tapa.”

Trecho de Trovoa, a mais linda das canções românticas, escrita e interpretada por Maurício Pereira
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