Arquivo de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Um cético de muita fé

Meu vizinho pendurou uma ferradura na porta de seu apartamento. Há dois ou três dias, o encontrei no elevador e puxei assunto:
– Você acredita que a ferradura vai lhe trazer sorte?
– Não.
– Então por que a pendurou na porta?
– Porque ferraduras funcionam mesmo para quem não acredita.

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Fruto proibido

A gente nunca sabe o lugar certo de colocar o desejo?

A partir da canção Pecado Original, de Caetano Veloso
Imagem de Amostra do You Tube

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sinônimos

Só existem para aqueles que não conseguem distinguir as diferentes nuanças de uma cor?

A partir de uma reflexão do poeta Mario Quintana

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Como se ensaiassem morrer?

E de repente os olhos dela adormeceram sem mim.

A partir da exposição Não Mais, Mas Ainda, de Ana Teixeira

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

RH à beira do BO

 “Aqui é lugar de fazer necessidades e não ver revista de putaria, entendeu? Se eu pegar o cabrunco que fica aqui dentro com semvergonhice vou cortar o pinto na prensa. Conto com todos. Assinado: Gervásio”

Cartaz pendurado no banheiro de uma empresa em São Bernardo do Campo (SP)
Dica de José Simão

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O show nunca pode parar?

O bilionário inglês Bernie Ecclestone, que detém os direitos comerciais da Fórmula 1, sofreu um assalto em Londres há poucas semanas. Depois de agredi-lo no rosto, os ladrões lhe roubaram um relógio suíço e outras joias. Estima-se que, juntos, os objetos valem cerca de R$ 540 mil. Agarrando-se a um senso de oportunidade tão afiado quanto o de Geisy Arruda, o fabricante do relógio lançou ontem uma campanha publicitária que explora o assalto.  “Veja o que as pessoas fazem por um Hublot”, declara Ecclestone no anúncio. As madeixas prateadas do britânico, convém notar, combinaram divinamente com o tom arroxeado de seu olho direito.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Contraventor

Cabelo ruim? É como bandido: ou está preso, ou está armado.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Agronegócio

Tirinha de Laerte
(clique na imagem para ampliá-la)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Quando te encarei frente a frente e vi o meu rosto, chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto

“Mansão e imóvel de luxo não são termos adequados para descrever as casas dos traficantes no Complexo do Alemão. O que define uma mansão? É o espaço? A localização? O valor de mercado? Sob nenhum desses critérios aquelas casas podem ser consideradas ‘de luxo’. Não entendo a surpresa das pessoas com as banheiras de hidromassagem, as piscinas, as TVs, o quadro do artista pop juvenil [Justin Bieber] na parede encontrados ali. Ora, são os valores da nossa sociedade, do capitalismo, que os tornam objetos de desejo. Os traficantes são socializados nessa cultura do consumo, como todos nós. A opção pelo tráfico também se dá pelo status (ser temido, reconhecido e assim por diante), mas se dá primordialmente pela possibilidade de ter bens de consumo. Então por que a surpresa? As pessoas, em particular a classe média da zona sul e da Barra, ficam incomodadas com a pouca nitidez da diferença entre ‘nós’ e ‘eles’, com o compartilhamento do imaginário de consumo. Entrar no mundo opaco da favela e encontrar um espelho das suas aspirações parece desestabilizar a certeza tão consolidada e cultivada de que os traficantes em particular e os moradores de favelas em geral são ‘os outros’.”

Da antropóloga Mariana Cavalcanti em entrevista para o repórter Christian Carvalho Cruz
O título do post se inspira na canção Sampa, de Caetano Veloso

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Eterno retorno

Todo fim é também um começo?

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