Arquivo de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Vale o escrito?

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Dica de Dani Arrais
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tem certeza de que não sabe falar francês?

Ouça aqui a canção Pa Ri, de Daniel Galli, com a jovem intérprete Rhaissa Bittar, e confira a “tradução” logo abaixo:

“Na fila dupla ali, aflito a rir
Dou ré, repenso o rumo, reinvento o vir
Se errar, ferrou! Correr… morrer… fugir…
O carro, o roubo, o risco do existir

O rito, a pluma, o laço, a blusa blue
O rouge, a sombra, o rimel e o riso ácido
O rato, o reto, o rico, o rótulo
O burro, o lerdo, o sujo e o rápido

A fé que rege a vida da noviça
Perde quando o vício do hábito a despir
Se ajoelhar no milho e se humilhar
Se arrepender, rezar, se revelar

Marrom glacê, garçom, pavê, pa ri
O ratatouille, o queijo e o rondelli
Jogar, jurar, jorrar, chover, dormir
Urrar, berrar, chorar, morrer de rir”

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Eis a questão

“Você gosta de suco de uva?”

De um garoto de 5 anos na plateia da Flipinha 2005. Ele levantou a mão
e fez a pergunta para um dos palestrantes, o cronista Luis Fernando Verissimo  

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Quando a curiosidade é infinita, o mundo se torna igualmente infinito?

“Descobrir o desconhecido não cabe apenas a Simbad, Copérnico ou Érico, o Vermelho. Não há um único homem que não seja um descobridor. Ele começa descobrindo o amargo, o salgado, o côncavo, o liso, o áspero, as sete cores do arco-íris e as 20 e tantas letras do alfabeto; passa pelos rostos, mapas, animais e astros; conclui pela dúvida ou pela fé e pela certeza quase total da própria ignorância.”

Trecho do livro Atlas, de Jorge Luis Borges e María Kodama

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ele ainda mora no edifício Dakota

“‘Como você se imaginava aos 70, John?’, foi a primeira pergunta que pensei em fazer. Mas, antes mesmo de falar qualquer coisa, eu juro, foi ele quem puxou o assunto. Quase fazendo a pergunta e dando a resposta em seguida. ‘Cara, não sei por que estão fazendo tanto auê com esses meus 70 anos’, ele disse, sentando no sofá branco, de calças largas, ainda magro, com a barba por fazer, os cabelos curtos, óculos. ‘Porque você é John Lennon’, eu disse, rindo. ‘Sim, mas fazer 70 é só estar vivo, cara.’ Sorrimos.
Yoko apareceu no corredor, deu oi. E eu, intrigado com a pergunta inevitável, resolvi fazê-la logo no começo. Em praticamente todas as entrevistas que dá, desde janeiro de 1981, quando saiu do hospital, John Lennon tem que responder sobre o que sente em relação a Mark Chapman. ‘Ah, eu sabia que você ia me perguntar isso.’ ‘Desculpe, é preciso’, eu disse timidamente. ‘Ah, por falar em desculpas, ele já me pediu, não é mesmo?’, disse John, com uma ironia única, lapidada há sete décadas. ‘Cara, honestamente, eu parei de pensar nesse sujeito. Nem sei se ele ainda está preso. Preso estou eu, que fico mais em casa. Acho que nunca mais vou encontrar com ele, sabia? Hoje em dia não penso mais, não tenho mais nem as cicatrizes. Passou muito tempo. O que penso atualmente é que Julian e Sean nunca me deram um neto’, e riu.”

Trecho da crônica John Lennon, 70 Anos, de Fê Castello Branco Oliveira

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Um gênio do minimalismo?

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Dica de Marília Ferrari

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sobre a liberdade de expressão 1

“- Maria Rita, você escreveu recentemente um artigo no jornal O Estado de S.Paulo que levou a uma grande polêmica, em especial na internet e nas mídias sociais. Em resumo, um texto a respeito da desqualificação dos votos dos pobres. Ao que se diz, o artigo teria provocado consequências para você…
– E provocou, sim…
– Quais?
– Fui demitida pelo jornal O Estado de S.Paulo em razão do que consideraram um ‘delito’ de opinião.
 – Quando?
– Fui comunicada ontem.
– E por qual motivo?
– O argumento é que eles estavam examinando o comportamento, as reações ao que escrevi e escrevia, e que, por causa da repercussão na internet, a situação se tornou intolerável, insustentável, não lembro bem que expressão usaram.
– Você chegou a argumentar algo?
– Eu disse que a repercussão mostrava, revelava que, se tinha quem não gostasse do que escrevo, tinha também quem goste. Se tem leitores que são desfavoráveis, tem leitores que são a favor, o que é bom, saudável…
– Que sentimento fica para você?
– É tudo tão absurdo… A imprensa que reclama, que alega ter o governo intenções de censura, de autoritarismo…
– Você concorda com essa tese?
– Não, acho que o presidente Lula e seus ministros cometem um erro estratégico quando criticam, quando se queixam da imprensa, da mídia, um erro porque isso, nesse ambiente eleitoral, pode soar autoritário, mas eu não conheço nenhuma medida, nenhuma ação concreta, nunca ouvi falar de nenhuma ação concreta para cercear a imprensa. Não me refiro a debates, frases soltas, falo em ação concreta, concretizada. Não conheço nenhuma e, por outro lado…
– Por outro lado…?
– Por outro lado a imprensa que tem seus interesses econômicos, partidários, demite alguém, demite a mim, pelo que considera um ‘delito’ de opinião. Acho absurdo, não concordo que o dono do Maranhão (senador José Sarney) consiga impor a medida que impôs ao jornal O Estado de S.Paulo, mas como pode esse mesmo jornal demitir alguém apenas porque expôs uma opinião? Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?”

Entrevista do jornalista Bob Fernandes com a psicanalista Maria Rita Kehl, publicada no Terra Magazine

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sobre a liberdade de expressão 2

– O que aconteceu entre o jornal O Estado de S.Paulo e a colunista Maria Rita Kehl?
– O projeto original do caderno C2 + Música é de ter ali, aos sábados, um espaço em torno da psicanálise. Um divã para os leitores. Mas esse não era o enfoque que ela vinha praticando e frequentemente conversávamos sobre isso.
– Com você?
– Não comigo diretamente, mas com a editora do caderno. Assim iniciou-se com a autora uma discussão em torno de novos rumos para a coluna. Inclusive com o contrapropor da colunista.
– Quando começou essa conversa?
– Essa última conversa começou na terça-feira, pela manhã. Ela chegou a contrapropor alguma coisa, tinha um diálogo rolando… Horas depois, houve um vazamento na internet que precipitou a decisão…
– Mas vocês atribuem isso a ela?
– Eu não sei, não posso afirmar. E estão dizendo na internet que houve censura… Não houve censura, a coluna saiu integralmente, sem mexer em uma vírgula.
– Mas houve consequências…
– Tinha uma conversa em torno dos rumos daquele espaço. Estão dizendo que foi a coluna de sábado que causou isso, mas não foi, não. Era o foco daquele espaço que era outro. Claro que a coluna de sábado foi uma coluna forte…
– Forte?
– Dentro da questão de que não era esse o foco.
– Então a demissão não se deu pela opinião da Maria Rita e por posterior censura a ela?
– Não é demissão… Colunistas se revezam, cumprem ciclos. A Chris Mello saiu do jornal em agosto, o Mark Margolis entrou em outra seção. O jornal tem 92 colunistas, e neste ano saíram três e entraram três ou quatro. O que estava havendo aí era a simples gestão de uma coluna específica. Reconheço que o momento é delicado, crítico, de eleições, mas abriu-se um diálogo que vazou e nós mantivemos a linha. O fenômeno da rede social é que uma conversa entre três pessoas passou a acontecer entre 3 mil pessoas, mas a verdade sobre esse fato é esta.”

Entrevista do jornalista Bob Fernandes com Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo O Estado de S.Paulo, publicada no Terra Magazine

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Apenas os ricos votam com lucidez?

“Se o povão das chamadas classes D e E _ os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil _ tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.
Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por ‘uma prima’ do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que, na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem ou não, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da ‘esmolinha’ é político e revela consciência de classe recém-adquirida.”

Trecho de Dois pesos, artigo de Maria Rita Kehl publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo no sábado

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Quer saber por que nunca senti medo do escuro?

Entre no site de Ana Somnia, leve a mão até o interruptor e apague a luz.

Dica de Ricardo Lombardi
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