Arquivo de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Permite-me uma anedota de português?

Manuel desembarca no aeroporto com duas malas imensas. Quando chega à alfândega, um funcionário o cumprimenta:
– Como vai? Tudo joia?
– Não, senhor. Metade é joia, metade é cocaína.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dá para trocar o pão e o vinho por donut e cerveja?

Embora não concorra à presidência do Brasil, Homer Simpson caiu de boca no catolicismo. Foi o que alardeou uma reportagem publicada no domingo pelo jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano. Entre os indícios que demonstrariam a conversão de Homer, a matéria citava o fato de ele rezar antes de comer e de acreditar na vida após a morte. Os produtores da série, porém, logo refutaram a conclusão do Vaticano e lembraram que os Simpson continuam frequentando uma igreja evangélica de Springfield. Realmente, é difícil imaginar o Homer professando uma religião em que os fiéis têm de ingerir algo tão insosso quanto uma hóstia.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Me coloniza, please?

Imagem de Amostra do You Tube

O Patrão Mandou, samba de Paulinho Soares
O vídeo com os Trapalhões é de 1978
Dica de Ricardo Lombardi

terça-feira, 19 de outubro de 2010

No fundo, somos sempre marinheiros de primeira viagem?

“Estou no fim da casa dos 50 agora. Quando jovem, nunca imaginei que o século 21 chegaria de fato e que, piadas à parte, eu faria 50 anos. Na teoria, claro, é uma verdade óbvia que algum dia, se nada acontecesse, o século 21 chegaria e eu faria cinco décadas de vida. Quando eu era novo, pedir que me imaginasse com 50 anos era tão difícil quanto me pedir para imaginar, concretamente, como era o mundo após a morte. (…) E agora eis me aqui, vivendo nesse mundo inimaginável. Parece mesmo muito estranho, e não sei dizer se sou afortunado ou não. Talvez não faça diferença. Para mim _e para todo mundo, provavelmente_ essa é a minha primeira experiência com envelhecimento, e as emoções que estou sentindo também são sensações em primeira mão. Se fosse alguma coisa que eu houvesse experimentado antes, então talvez fosse capaz de compreendê-la mais claramente, mas essa é a primeira vez, então não posso. Por ora, tudo o que está a meu alcance é postergar quaisquer juízos minuciosos e aceitar as coisas como elas são. Assim como aceito o céu, as nuvens e o rio.”

Trecho do livro Do Que Eu Falo Quando Eu Falo de Corrida, de Haruki Murakami     

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Give peace a dance

Já imaginou se todas as guerras fossem resolvidas em concursos de dança?

Imagem de Amostra do You Tube

Animação de Ivan Boivin

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O ser e o nada

Hoje? Existo.
Amanhã? Ex isto.

A partir do filme Ex Isto, de Cao Guimarães

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O que é pior: manter engaiolados três urubus que já nasceram em cativeiro ou confinar a arte na jaula asfixiante do lugar-comum?

“Em plena Bienal, entre faixas pedindo que eu fosse preso, meu trabalho [Bandeira Branca] foi atacado por um pichador, que driblou a segurança, rasgou a tela de proteção aos urubus e danificou uma das esculturas de areia.  Fomos cercados, eu e minha mulher, por militantes ecologistas, que nos xingavam e gritavam do outro lado do vidro do carro, a boca em câmera lenta, ‘a-li-men-ta-e-les!’ _o que, claro, já havia sido feito naquele mesmo dia. Barbara Gancia, colunista da Folha, chegou a pedir, utilizando um imaginário de repressão militar ou de milícia fascista, que eu fosse colocado de cuecas contra um muro e submetido a uma ducha com as mangueiras para incêndio do corpo de bombeiros. (…)
Para mim, o mais impressionante de tudo isso foi a absoluta incapacidade, digamos, interpretativa de quem me atacou, a recusa de ver outra coisa, de relacionar o sentimento de adesão ou de repulsa que meu trabalho tenha causado com qualquer coisa proposta por ele, em suma, a desfaçatez com que foi usado como trampolim para um discurso já pronto, anterior a ele, que via nele apenas uma possibilidade de irradiação. Para isso, é claro, o principal ingrediente é que fosse tomado de modo absolutamente opaco e literal, espécie de cadáver sem significação. Para que possa ser veículo estrito de discursos e de grupos, sem que utilize seus recursos, digamos, naturais (sedução, desejo, ambivalência), o trabalho de arte tem de estar, de fato, desde o início definitivamente morto. Daí, creio, a ferocidade com que fui atacado _uma espécie de operação higiênica preventiva, para impedir que qualquer germe de espanto, ambiguidade, beleza, estupor, pudesse aparecer, desqualificando o desejado consenso.
No fundo, acho que a frase famosa de Frank Stella, que jogou uma pá de cal nas ilusões subjetivas de começos dos anos 60 e inaugurou as poéticas minimalistas que duram até hoje, ‘What you see is what you see’ (‘O que você está vendo é o que você está vendo’), parece ter migrado da arte para o mundo. A literalidade das obras de um Carl Andre ou de um Donald Judd transferiu-se inteira para as instituições e para o público. Por isso talvez caiba hoje à arte a tarefa bastante simples, mas tão difícil, de dizer exatamente o contrário: ‘O que você está vendo NÃO é o que você está vendo’. Ou seja, sonhar.”

Trecho de Bandeira branca, amor, artigo em que Nuno Ramos comenta o desmonte de seu trabalho na 29a. Bienal de São Paulo. A instalação, uma espécie de gaiola que abrigava esculturas, caixas de som e três urubus, sofreu objeções ferozes de jornalistas, pichadores e militantes da causa animal. Pressionado, o Ibama acabou determinando a soltura das aves, que voltaram para o cativeiro onde nasceram, no Sergipe

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mau humor bem-humorado

Nos anos 70, em um restaurante carioca, Nelson Rodrigues enxovalhava Chico Buarque, que o criticara numa entrevista. “Mas, Nelson”, argumentavam os amigos sentados à mesa do dramaturgo, “você não acha que o Chico faz umas canções bem profundas?”
“Profundas?”, indignou-se o escritor. “A profundidade do Chico Buarque é dessas que uma formiguinha atravessa a pé, com água pelas canelas.”

A partir do artigo Passaporte para São Paulo, de Ruy Castro   

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eu bem que avisei…

“Adão, toma cuidado com a tua costela
Que é tudo que ela quer de você
Aquiles, vá calçar um bom sapato depressa
Que o teu calcanhar não pode aparecer

Sansão, eu vou te dar um conselho
Esconde o cabelo ao anoitecer
Sansão, eu disse: fica esperto!
Com um olho aberto ao adormecer

Midas, de que serve esse grande tesouro
Se tudo que é ouro não dá pra comer?
Ícaro, esquece essa coisa de asa
Que Santos Dumont ainda tá pra nascer”

Trecho de Roque das Antigas, canção de Vinicius Castro
Imagem de Amostra do You Tube

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O buraco é mais embaixo?

Manchetes do dia:
“Mineiros do Chile se organizam para explorar a marca 33”
“Cada sobrevivente receberá de Steve Jobs um iPod Touch de última geração”
“Órgãos de imprensa querem pagar até US$ 50 mil pelo diário que Darío Segovia escreveu durante o confinamento”
“TV japonesa oferece 7 milhões de pesos por entrevista com um dos resgatados”
“Homens deixam a mina de San José usando óculos de sol que ganharam da Oakley”

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