Arquivo de julho de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Dormir demais é um perigo

Quadrinho de Laerte
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Existe justiça quando a própria lei se vê no direito de atirar a primeira pedra?

Foto de Thierry Roge (Reuters)

Manifestação em Bruxelas contra o apedrejamento
de mulheres (2005)

“A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, acusada de cometer adultério com dois homens _um deles supostamente responsável pela morte de seu marido_,  foi condenada à morte por apedrejamento. Para a mulher, isso significa ser enterrada até o busto e uma multidão de homens atirar pedras contra sua cabeça (pedras grandes o suficiente para machucar, mas pequenas o bastante para não matar de uma vez só), com o intuito de causar o máximo sofrimento pelo máximo de tempo, antes da morte. O mesmo ritual se aplica aos homens, mas estes são enterrados até a cintura e ficam com os braços livres, para que possam se defender. Segundo a Anistia Internacional, ao menos 11 pessoas estão na fila para serem apedrejadas no Irã, oito delas, mulheres. De acordo com a sharia, a lei islâmica, assassinato, estupro, assalto à mão armada, tráfico de drogas e adultério são delitos passíveis de apedrejamento.”

Trecho de No Caminho das Pedras, reportagem de Carolina Rossetti

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O que o Ernesto andou aprontando?

“Vieira & Irmãos
(exceto o Ernesto)”

Placa na fachada de um estabelecimento comercial de Luanda, em Angola

terça-feira, 20 de julho de 2010

Imprudência

Logo depois de saber que Deus criou o homem, o anjo Gabriel ponderou:
– Livre arbítrio? O Senhor não acha arriscado demais?

A partir de um quadrinho de Bob Thaves

terça-feira, 20 de julho de 2010

Missão impossível

Quadrinho de Caco Galhardo
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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Aceita um coração oscilante?

Imagem de Amostra do You Tube

O garotinho sincero tem 3 anos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Jornalista?

É um ignorante que se especializou em fazer boas perguntas.

A partir de uma reflexão do escritor peruano Julio Villanueva Chang

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Na mesma moeda

– Bob, você conseguiria guardar um segredo?
– Se você não consegue…

A partir da série em quadrinhos Ensaio Sobre a Bobeira, de Lourenço Mutarelli

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fecundos

Me diga: quando chegará o dia em que veremos nascer de nós um reino bem maior do que nós?

A partir da canção Pra Você que Chora, de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri 

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sobre a pretensão de enganar a morte com palavras

“- Você acredita mesmo nisso?, ele perguntou. Que livros dão sentido às nossas vidas?
– Acredito, eu respondi. Um livro deve ser um machado para abrir o mar congelado dentro de nós. O que mais ele seria?
– Um gesto de recusa diante da época. Uma aposta na imortalidade.
– Ninguém é imortal. Livros não são imortais. O globo todo em que pisamos vai ser sugado pelo sol e queimado até virar cinzas. E depois disso o próprio universo vai implodir e desaparecer num buraco negro. Nada vai sobreviver, nem eu, nem você, e com toda a certeza nem a minoria interessada em livros sobre homens da fronteira imaginários da África do Sul do século 18.
– Eu não quis dizer imortal no sentido de existir fora do tempo. Quis dizer sobreviver além da própria morte física.
– Quer que as pessoas leiam seus livros depois que você morrer?
– Me dá alguma consolação contar com essa perspectiva.
– Mesmo você não estando mais aqui para saber?
– Mesmo eu não estando mais aqui para saber.
– Mas por que as pessoas do futuro deveriam se dar ao trabalho de ler o livro que você escreve se ele não disser nada a elas, se não ajudar as pessoas a encontrar um sentido para a vida delas?
– Talvez elas ainda gostem de ler livros que são bem escritos.
– Isso é bobagem. É a mesma coisa que dizer que se eu fizer uma radiovitrola muito boa ela ainda vai estar sendo usada pelas pessoas no século 25. Mas não vai. Porque uma radiovitrola, por melhor que seja, vai estar obsoleta. Não vai significar nada para as pessoas do século 25.
– Talvez no século 25 ainda exista uma minoria com curiosidade para saber como soava uma radiovitrola no final do século 20.
– Colecionadores. Gente que tem hobby. É assim que você pretende passar a sua vida: sentado na sua mesa manufaturando um objeto que pode ou não ser preservado como curiosidade?
Ele deu de ombros:
– Tem alguma ideia melhor?”

Trecho de Verão, romance de J.M.Coetzee
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