Arquivo de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Causa nobre

“A morte? Olha, devo dizer que sou totalmente contra.”

De Woody Allen durante entrevista coletiva no Festival de Cannes
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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Por que nunca me apresso?

“Ando com um balde de água
Embaixo de cada olho
Preciso ir bem devagar
Senão derrama”

Poema sem título de Viviane Mosé

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão delicadas?

“nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder da tua intensa fragilidade”

Trecho de um poema de e. e. cummings

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O melhor amigo do homem não passa de um oportunista?

“Quando o meio ambiente se modifica, os seres vivos incapazes de se adaptar a ele se extinguem. Por esse motivo, as estratégias utilizadas pelos animais para sobreviver em novos ambientes são muito estudadas pelos biólogos. Meu exemplo favorito é uma espécie que desenvolveu a capacidade de explorar a aptidão humana para dar e receber afeto. Utilizando sua capacidade de parasitar nossa mente, esse animal conseguiu garantir a sobrevivência de sua espécie. Como todo parasita, foi obrigado a abrir mão de sua liberdade, mas valeu a pena: da maneira como o homem vem alterando o planeta, é quase certo que essa espécie será a última do seu grupo a se extinguir, pois associou definitivamente seu destino ao do homem. Trata-se do cão.
Desde que o homem se espalhou pela Terra, os grandes carnívoros têm sofrido com nossa presença. No passado, lobos, tigres e leões não só competiam com o homem por alimentos como também se alimentavam de nossos ancestrais. À medida que o homem avançou sobre diversos ecossistemas e foi aos poucos invadindo seu habitat, eles foram caçados impiedosamente, e hoje muitos já se extinguiram ou estão na lista das espécies em extinção.
A exceção é o cachorro, que, ao entregar seu destino a seu pior inimigo, foi capaz de criar uma estratégia de sobrevivência exemplar. Provavelmente o homem primitivo domesticou o cachorro a fim de aproveitar sua capacidade de vigilância, do mesmo modo que domesticou as vacas para obter seu leite e os cavalos para o transporte. Mas, ao contrário desses animais, o cachorro teve a astúcia de desenvolver uma relação direta com nossa capacidade de criar laços afetivos. Talvez isso tenha ocorrido por causa de seu olhar meigo ou da sua capacidade de balançar o rabo. Não importa, o fato é que esse foi provavelmente o animal que melhor explorou essa característica humana.”

Trecho do artigo Um Parasita do Afeto Humano, do biólogo Fernando Reinach

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Desobediência

“‘O céu reage ao ruído como se fosse uma ofensa pessoal’ (Lévi-Strauss, O Cru e o Cozido), quer o ruído todo para si. A língua disfarça seu barulho; a voz inibe as piores modalidades da garganta; o canto pacifica tudo (mas para o céu até os pássaros fazem ruído). Falamos baixo por temor ao céu; compomos por temor ao céu. Que música, que voz sairia de nossas entranhas enfrentando a proibição? Qual ruído? – não seria alto, mas constante. Um zumbido saindo de todos os homens, um canto coral incrustado – Aqui!, aqui! –, um ninho de macacos apontando o próprio peito e gritando em uníssono: nós! E o céu se irritaria, mandando chuva, depois secaria o solo, mas o zumbido seria o alimento predileto dessa gente – Nós! –, continuando por gerações. E ofendendo o céu, cuspiriam para cima todas as manhãs, portadores de uma voz sem medo – de uma voz sem música.”

Nós!, narrativa do livro O Mau Vidraceiro, de Nuno Ramos

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Por que Dunga deveria ter convocado Ronaldinho Gaúcho e Adriano?

Para não estragar o álbum de figurinhas da Copa.

A partir de uma carta que o leitor Marcelo de Moura enviou à Folha de S.Paulo

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Globalizado

“Eles estavam só ficando e, num momento de declarações na cama, ele pergunta:
– Você é só minha?
A ingênua:
– Sim. E você? É só meu?
O bruto:
– Ah! Eu sou do mundo.”

Trecho do livro Homem É Tudo Palhaço!, de Ana Paula Mattos, Nara Franco e Roberta Carvalho

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Além?

 “A vida está
dentro da vida
em si mesma circunscrita
sem saída.”

Trecho do poema Dentro sem Fora, de Ferreira Gullar

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A teus pés

– Não tem por que dormir, não faz sentido.
– Claro que faz, as pessoas têm sono.
– Eu não tenho.
– Ah, não? A gente acabou de dormir três horas num sábado à tarde.
– Mas eu durmo só pra te agradar.

 Do blog These Are the Days, Enfim

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Do you speak Chinglish?

Com o intuito de ajudar os estrangeiros que não conseguem decifrar ideogramas, os chineses de Xangai resolveram traduzir para o inglês muitos dos cardápios, placas, luminosos e rótulos que se espalham pela cidade. O problema é que, nem sempre, as traduções fazem sentido. Em consequência, os engraçadinhos andam dizendo que Xangai inventou um novo idioma: o chinglish.
Na fachada de um restaurante, por exemplo, o luminoso informa que ali se oferece fragrant and hot marxism (marxismo quente e aromático). No degrau de uma escada, o letreiro adverte: slip and fall down carefully (escorregue e caia cuidadosamente). E no rótulo de uma latinha parecida com as de refrigerante, o consumidor descobre que  está prestes a beber um delicioso jew’s ear juice (suco de orelha de judeu).
Veja outros exemplos aqui.

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