Arquivo de janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Se ser feliz é amar e se amar é sofrer, então ser feliz é sofrer?

Trecho do filme A Última Noite de Boris Grushenko, de Woody Allen

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Quando um boi se humaniza?

“Leve um homem e um boi ao matadouro. O que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi.”

Fragmento de Pessoal Intransferível, texto do poeta Torquato Neto

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Por que o “fashion” transformou a beleza em anomalia?

“Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão desencarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.
Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas moças já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença. (…)
O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são ‘as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto’. É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.”

Trecho do artigo Moda tem de parar de sacrificar modelos, de Alcino Leite Neto e Vivian Whiteman

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Mediocridade

“Se é ruim? É pior do que ruim. É mais ou menos.”

Do escritor norte-americano Dashiell Hammett quando a também escritora Lillian Hellman lhe mostrou o manuscrito do que viria a ser a peça The Little Foxes

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Em cada encontro, mil desencontros

Quadrinho de Allan Sieber
(clique na imagem para ampliá-la)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um desastre natural?

Em 2004, “quando o presidente haitiano democraticamente eleito, Jean-Bertrand Aristide, foi sequestrado pelos Estados Unidos e levado de avião para o exílio na África, a comunidade internacional reagiu de maneira tênue.
Diferentemente dos dois séculos de saque e pilhagem do Haiti desde sua fundação graças a uma revolta de escravos em 1804, da ocupação brutal por fuzileiros navais dos EUA entre 1915 e 1934 e das incontáveis atrocidades cometidas sob ditaduras apoiadas por Washington, o golpe de 2004 não pode ser relegado ao esquecimento, visto como nada mais que ‘história antiga’. Aconteceu há apenas seis anos e é diretamente relacionado ao esforço de ajuda e reconstrução que o presidente Obama está propondo agora.
Os Estados Unidos, ao lado do Canadá e da França, conspiraram abertamente durante quatro anos para derrubar o governo eleito do Haiti, cortando quase todo o auxílio internacional ao país com o objetivo de destruir sua economia e torná-lo ingovernável. Eles conseguiram.
Para aqueles que se indagam por que não existem instituições governamentais haitianas capazes de oferecer socorro às vítimas do terremoto, essa é uma das grandes razões.”

Trecho do artigo O Brasil deve defender a democracia no Haiti, de Mark Weisbrot

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Se tem um, falta o outro?

Do blog Don’t Touch My Moleskine, de Dani Arrais

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Quem é o patrão dele?

“Coitado do mar… Trabalhando até essa hora…”

De uma menina que passava à noite pela orla carioca
A partir do livro Criança Diz Cada Uma!, de Pedro Bloch

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

No hospital

Em frente a meia dúzia de cadeiras pálidas, um letreiro diz: Sala de Espera da Emergência. Mas emergências esperam?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Navegar é impreciso

“Cinco de junho. Acordei, li os e-mails, tracei algumas linhas e uma maçã. À uma da tarde desci para a recepção do hotel, ansiosa, para o passeio em alto-mar, sonhando em ver pelo menos uma ponta de rabo de cachalote. (…)
No cais, embarcando com meus meninos no bote, as pessoas da produção local conversam, determinando o futuro do passeio.
– Temos a passagem de som no teatro antes do concerto. Então estarão de volta às três horas da tarde, ok?
E outra pessoa da produção diz:
– Sim, sim, com certeza, estarão de volta às três.
Que é quando o capitão situa:
– Não, não temos certeza se estaremos de volta às três, nem se haverá baleias e nem mesmo se voltaremos, se é que algum viajante retorna. Isto aqui é o mar, o pá, não temos certeza de nada.”

Trecho de Saga Lusa, de Adriana Calcanhotto. No livro, a cantora narra o surto de pânico e alucinações que sofreu há quase dois anos durante uma turnê em Portugal

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